Archive for the ‘Junta de Freguesia - Freguesia de Gaula’ category

MEDICAMENTOS:NÓS PROMETEMOS, NÓS CUMPRIMOS…

July 29th, 2010

medicamentosJFG

PSD de Santa Cruz devia negociar com a oposição.

January 17th, 2010

Apresentação1
PSD de Santa Cruz devia
‘negociar mais’ com a oposição
Regional

 

O dirigente do movimento independente de cidadãos “Juntos Pelo Povo” referiu ao Diário Cidade que o executivo camarário de Santa Cruz, liderado por José Alberto Gonçalves, deveria ter uma “maior postura negocial” com a oposição.

O movimento independente de cidadãos “Juntos Pelo Povo (JPP)” foi a grande revelação das últimas eleições autárquicas, devido ao facto de ter conseguido eleger três vereadores para a Câmara Municipal de Santa Cruz e, assim, ter terminado com as maiorias absolutas que o PSD detinha, desde 2001, nos onze municípios da Região. Com efeito, a referida força política, liderada por Filipe Sousa, obteve 32% dos votos contra os 41,9% alcançados pelo PSD, ficando o município de Santa Cruz com três mandatos do PSD, três do JPP e um do PS. O movimento conseguiu também ganhar a presidência da Junta de Freguesia de Gaula.

Em declarações ao Diário Cidade, Filipe Sousa referiu que ainda é “muito prematuro” para se fazer um balanço destes primeiros dois meses “de mudança” em Santa Cruz. Porém, “nas reuniões camarárias tem havido um enorme sentido de responsabilidade de todas as forças políticas representadas, facto que tem contribuído para que algumas propostas tenham sido aceites pelo PSD de Santa Cruz”, apontou. Desta forma, o líder do JPP considera que a “nova conjuntura” é “amplamente benéfica” para os interesses da população. “Tendo em conta que o nosso programa eleitoral era completamente antagónico ao apresentado pelo PSD, o JPP aos poucos vai tentando fazer aprovar algumas propostas que consideramos que são indispensáveis aos habitantes de Santa Cruz”, defendeu.

Filipe Sousa disse, ainda, que o JPP constitui uma força de oposição saudável, uma vez que tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento do município santacruzense. “O concelho sofreu um atraso nos últimos quatro anos, mas com a nossa intervenção – e também do PS – o desenvolvimento de Santa Cruz será uma realidade nos próximos tempos”, afirmou. O dirigente do movimento independente de cidadãos referiu, igualmente, que o PSD deveria de ter uma “maior postura negocial” com a oposição, tendo em vista a obtenção dos interesses da população de Santa Cruz. “Seria uma atitude coerente o PSD partir para uma negociação directa com a oposição, no sentido de se ir ao encontro das propostas apresentadas, as quais são amplamente benéficas para os munícipes. Todavia, não me sinto diminuído pelo facto do JPP não ter nenhum pelouro na Câmara Municipal de Santa Cruz, porque o nosso trabalho, embora com outras competências, é exercido com muito sentido de responsabilidade”, frisou.

Filipe Sousa afirmou, ainda, que não equaciona a hipótese de fazer qualquer coligação com as outras forças partidárias representadas na autarquia santacruzense. “Entendo as coligações como sendo defensoras dos interesses partidários, situação que não se adapta ao nosso grupo de cidadãos. O nosso principal objectivo é unir as pessoas num sentido comum, que é o bem-estar da população das freguesias do concelho de Santa Cruz”, sustentou.

O líder do JPP anunciou, também, que esta força política pretende reforçar a sua presença. “Dentro em breve vamos criar a Associação Juntos Pelo Povo, no sentido de se criar uma certa organização interna do próprio movimento. Desta forma, vamos desenvolver um conjunto de iniciativas em Santa Cruz, as quais, possivelmente, vão ser alargadas a outros concelhos da Região. Queremos que o povo sinta que o exercício da política e do poder local não se esgota nos partidos”, argumentou.

Gaula está a ser discriminada

O facto da presidência da Junta de Freguesia de Gaula ser exercida pelo movimento de cidadãos JPP tem feito, na opinião de Filipe Sousa, com que aquela localidade esteja a ser discriminada pelo PSD e pelo Governo Regional. O líder do JPP deu como exemplo desta discriminação o adiamento de algumas obras consideradas importantes para o desenvolvimento da freguesia de Gaula, nomeadamente a estrada Lajes-Fazenda, Achada Rocha. “Penso que
estas situações acontecem não pela força que o PSD tem em Santa Cruz, mas sim pela imposição colocada pelo Governo Regional. Facto que me leva a criticar fortemente o executivo social-democrata da autarquia de Santa Cruz, porque não tem voz activa e sente-se diminuído perante as pressões exercidas pelo PSD regional no âmbito dos contratosprograma”,
concluiu.

J.T. Diário Cidade, 13 de Janeiro de 2010

JPP acusa PSD de votar contra interesses de Gaula.

January 4th, 2010

 

 

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- Foto DN -

“ÉLVIO SOUSA ACUSA PSD DE CUMPRIR INDICAÇÕES DA DIRECÇÃO DO PARTIDO. 

 

 

Os deputados da Assembleia de Freguesia de Gaula, eleitos pelo PSD, votaram contra o Orçamento e Plano de Actividades desta Junta de Freguesia para 2010, que agora é liderada por Élvio Sousa, eleito nas últimas eleições autárquicas pela lista do Movimento de Cidadãos ‘Juntos pelo Povo’ (JPP). Para Élvio Sousa, o facto dos membros do PSD terem votado contra os documentos acima referenciados, indicia que estes estão contra as medidas de âmbito social que o autarca considera fundamentais para ajudar a combater a crise nesta freguesia. “Ao votar dessa maneira, o PSD mostrou-se contra a comparticipação na aquisição de medicamentos dos gauleses (no valor de 7500 euros) e contra o apoio às famílias carenciadas (no valor de 3500 euros)”.

Contudo, a proposta passou com os votos favoráveis dos eleitos do JPP. Já no acto de tomada de posse como presidente desta Junta de Freguesia, Élvio Sousa garantiu à população local que estas propostas iriam ser colocadas em prática. Um anúncio recebido com grande entusiasmo pelos munícipes que enchiam o auditório do Centro Cívico de Gaula.

Perante esta votação, Élvio Sousa acusa os social-democratas de Gaula de estarem a obedecer a directrizes da direcção do partido. “A nossa interpretação é clara. O PSD, ao ter votado contra a medida de apoio aos medicamentos aos gauleses necessitados, votou contra o interesse social dos gauleses e está a obedecer a directrizes partidárias do Funchal, que são cegas nesta matéria.” E diz mais. “O verdadeiro gaulês não vota contra o interesse do Povo de Gaula”.

Medicamentos para breve

Depois destas duas medidas terem sido aprovadas em reunião da Junta e da Assembleia de Freguesia de Gaula, estão agora a ser redigidos dois regulamentos com vista a uma aplicação correcta destas propostas. “Estamos a trabalhar nos regulamentos que depois vamos enviar para a revisão jurídica. Só lá para finais de Janeiro teremos o regulamento pronto”. Por agora, Élvio Sousa não consegue adiantar quais serão os principais critérios de atribuição de medicamentos.

Sobre algumas críticas que têm surgido por alguns vereadores do PSD de Santa Cruz, que consideram que os medicamentos nunca virão a ser comparticipados pela Junta de Freguesia, Élvio Sousa ataca a partidocracia: “Quem dúvida, pratica a regra tão comum na partidocracia: promete simplesmente por prometer e dúvida de si próprio. Nós, ao nível do programa para a Freguesia de Gaula, nomeadamente no que concerne às competências do órgão junta, vamos cumprir ponto por ponto. E, em especial, a medida da comparticipação dos medicamentos, sobretudo na actual conjuntura e das necessidades sociais da Freguesia de Gaula”.

PSD explica votação

Na ausência dos dois principais social-democratas de Gaula da Assembleia de Freguesia, Gustavo Caires e Vânia Jesus, os esclarecimentos foram prestados por Humberto Bettencourt. O social-democrata começou por explicar o voto do PSD. “Votamos contra porque o orçamento prevê um aumento da receita de 26% relativamente ao último orçamento desta Junta de Freguesia. Queríamos saber de onde é que vinham as verbas para esse aumento e o presidente explicou que aguarda por um aumento das verbas atribuídas pela Câmara Municipal. Uma medida que ainda está para ser votada”.

Confrontado com o facto da votação indiciar uma posição contra as medidas sociais apresentadas por Élvio Sousa, Humberto Bettencourt nega essa situação. “Nós nunca pusemos em causa as medidas sociais que o novo presidente apresentou. Não votamos contra por causa dessas medidas”, adianta.”

Marco Freitas, in Diário de Notícias – Madeira, 4 de Janeiro de 2010.

A Junta foi “despejada do Centro Cívico depois do JPP ter ganho as eleições

November 6th, 2009

junta“O novo presidente da Junta de Freguesia de Gaula, Élvio Sousa, já pediu uma reunião ao presidente da Casa do Povo de Gaula, Manuel Vieira, para apurar as razões pelas quais este ordenou a transferência desta Junta de Freguesia, do Centro Cívico de Gaula (onde o presidente tinha um gabinete próprio, existiam WC’s e uma sala para as reuniões da Assembleia Municipal) para outra bastante mais pequena. A nova sede, um edifício antigo de dois andares, onde apenas o primeiro serve de sede à Junta de Freguesia local, conhecida pela ‘Venda de João de Matos’, também é gerida pela Casa do Povo, mas não tem, para Élvio Sousa, condições de privacidade para a população discutir os seus problemas.

O novo autarca, que tomou posse na passada segunda-feira, afirmou desde logo que esta situação representa “uma falta de respeito para com a população de Gaula”. “As pessoas já chamam ao Centro Cívico de ‘casa dos ricos’ e a este edifício de ‘casa dos pobres’. Isto é dificultar o nosso trabalho desde o início”. Por causa da privacidade, os munícipes preferem reunir-se com o presidente após o expediente.

O novo autarca diz também que o novo edifício, cujo rés-do-chão serve de armazém para a Casa do Povo, não tem um espaço onde os munícipes possam aguardar pelo atendimento, não foi pensado para receber deficientes motores e não possui WC.
Questionado se interpreta esta alteração como uma retaliação pelo JPP ter vencido as eleições em Gaula, o novo autarca não faz essa relação. “O anterior presidente da Junta tem de vir explicar à população as razões desta mudança porque ele é o responsável pelo património na freguesia”.
Ao DIÁRIO, Miguel Branco, chefe de Gabinete de Manuel António Correia, afirma que em “Junho de 2005 foi celebrado um protocolo cedendo à Câmara Municipal de Santa Cruz e à Casa do Povo de Gaula o uso e a gestão do Centro Cívico, razão pela qual a secretaria é alheia à gestão do espaço desde essa data”.

Antigo autarca desvaloriza

A mesma informação é confirmada pelo ex-presidente da Junta de Freguesia de Gaula, Gustavo Caires, candidato derrotado nas últimas eleições, que ainda era presidente quando a transferência ocorreu. “A Casa do Povo é que é a entidade gestora daquele espaço e foram eles que tomaram essa decisão. Nós respeitámos essa decisão porque estamos ali de forma provisória e gratuita”.

O anterior autarca desvaloriza mesmo a falta de condições. Diz que as funcionárias têm melhores condições de trabalho, que a população agora sobe menos degraus e que há WC’s a 20 metros da Junta. Após a transferência, os espaços que a Junta de Freguesia ocupava no Centro Cívico ficaram vazios.

O DIÁRIO quis ouvir o presidente da Casa do Povo de Gaula, Manuel Vieira, mas este, após ter começado por assumir que não dava entrevistas por telefone, recusou encontrar-se pessoalmente com o jornalista. Em seguida, de forma extemporânea, Manuel Vieira respondeu que já não estaria interessado em falar com este matutino. “Vai ser melhor não haver reunião nenhuma. É melhor nem sequer aparecer” e desligou o telefone. Não foi possível perceber quando se irá realizar a reunião.”

Marco Freitas, in DN – ed. de 6-11-2009 | foto: DN.