Archive for the ‘Opinião’ category

Quem diz a verdade….

January 17th, 2010

 

Repete o povo sabedor de geração em geração: quem diz a verdade não merece castigo.
A revista Visão de 14 de Janeiro de 2010 trás um texto que merece uma séria reflexão. As cinco páginas do artigo referem-se à situação problemática da pobreza na Região Autónoma da Madeira.
Os entrevistados, os padres Manuel Martins, Marcos Pinto e Mário Tavares, debruçam-se sobre o flagelo social em nome da experiência e da sua vivência social. Os “novos pobres” assolam a nossa quotidianeidade. “Governar em tempo de vacas gordas será mais ou menos fácil, mas é nos momentos difíceis que se vê o que é um bom governo”, reiterou o Pároco Manuel Martins.
A pouca experiência que vou tendo no contacto diário com as populações ajudam a ver a “verdade” nas denúncias invocadas. No fundo, trata-se de relatar a realidade e de não silenciar aquilo que outros parceiros teimam em não difundir.
Vivemos tempos difíceis e os silêncios cúmplices escondem a teia de uma sociedade onde o “medo” de relatar a veracidade parece conviver com uma consciência do politicamente correcto. Na verdade, todos nós sabemos… Quem diz a verdade jamais merecerá o injustificável castigo.

Élvio Duarte Martins Sousa

“Os Romanos”

November 23rd, 2009

“O Imperador César Augusto funchalensis, o Importante, reuniu na semana passada com o Governador da Província de Santa Cruz, a Leste de Gaula, a fim de discutir o programa de obras da província.
César Augusto, o Importante, disse e reiterou, sob o olhar cabisbaixo do governador e seus correligionários romanos, que Gaula seria domada e castigada pelos seus.
Certos políticos gauleses, medrosos e vendidos à poderosa doutrina romana, nada disseram na defesa do povo de Gaula. Nem um pio. E, como sempre, acanharam-se e rebaixaram-se ao Império do Funchal: que lhes dita o destino e amedronta o pensamento.  Nem mesmo os chefes de tribo com assento no “senado” – e que diziam que o que estava assinado não
podia voltar atrás – vieram dar explicações ao povo de Gaula.
Os Gauleses, no assento no seu território, perguntam: como é possível uma obra (a do Porto Novo-Achada da Rocha), prometida e assinada entre a província e o imperador, ser negada e adiada, pelo reles cobro de muitos milhões de sestércios (moeda romana)?
Chegaram à conclusão que os “romanos” estão a discriminar os gauleses.Parecem ser vingativos e rancorosos, diziam.
Mas a “aldeia gaulesa” preparará a sua defesa. E a “poção mágica” residirá naquilo que os romanos não têm pela força nem pelo exercício imponente do poder.”

Élvio Sousa | Presidente da Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula

SANTA CRUZ: um outro ponto de vista

November 19th, 2009

“O texto publicado ontem por Maria Josefina Fernandes merece um comentário ponderado e esclarecido. Em primeiro lugar, um dado científico: não existem “verdades absolutas”. A física quântica já o demonstrou, mesmo em relação às ciências ditas exactas.
Quanto à irrequietude, pela forma como observa atentamente os vereadores do JPP em Santa Cruz, suponho que seja apenas uma simples e nefasta percepção pessoal. A presença humana do JPP sempre se pautou pela educação e pela sobriedade na prática dos valores democráticos. 
Qualquer visão além disso é mera contaminação de essência, sobretudo quando do remetente parece estar um juízo de valor pré-estabelecido.
O JPP é formado por gente simples, responsável e diferente. Ao que aos outros pareceu ser “uma cena teatral”, a nós não passou de uma mera espontaneidade e criatividade do estar em democracia. É certo que essa criatividade, também, incomoda os demais. Sobretudo os espíritos pretensamente moralistas. ”

Élvio Sousa | Presidente da Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula

O “casamento”

November 1st, 2009

A “escola” partidária tem, ainda, um enfoque matemático considerável.  No passado dia 27 de Outubro, aquando da eleição dos titulares da Assembleia de Freguesia da Freguesia de Santa Cruz ficou mais que certo a assunção de um “casamento” entre duas forças políticas que se dizem antagónicas: o PSD e o PS.

Ao contrário do que pressagiava o Diário de Notícias desse dia, e da vontade expressa do PS eleger um membro do JPP para o elenco da Junta de Freguesia tal não veio a acontecer. A eleição uninominal, ou seja, indivíduo a indivíduo, deixou bem clara a assunção de um acordo prévio entre o PS e o PSD.

E embora a comunicação social não tenha percebido ou dado o enfoque deste novo “casamento” o certo é que ele existe. Consequentemente, os santacruzenses têm que ficar conscientes desta nova realidade: vem aí um novo “bloco central” e com pernas para se estender à novel câmara municipal.

Élvio Sousa – Presidente eleito da Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula

PSD não respeita resultados!

October 20th, 2009

“Mais uma vez o PSD mostrou o seu mau perder. Ao não conseguir a maioria absoluta em Santa Cruz onde elegeu 3 vereadores, ficando empatado com o Movimento Juntos pelo Povo que também elegeu 3 e ficando o PS com 1 vereador com o papel de charneira, já veio com chantagem e ameaças.Disse claramente que se os outros vereadores, que são maioria em relação ao PSD e foram eleitos com programas diferentes, não aprovarem as propostas do PSD que o Povo não sufragou com maioria absoluta, demite-se da Câmara e provoca novas Eleições naquele Concelho. Eis aqui mais uma demonstração da falta de respeito que o PSD tem pelos resultados democráticamente expressos em Eleições.

Quando não lhes são favoráveis ameaça logo subvertê-los. E depois acusa os outros Partidos de não serem democráticos…

O Povo de Santa Cruz colocou na sua Câmara Municipal uma maioria de vereadores eleitos com programas diferentes dos do PSD. Castigou assim a maioria absoluta do PSD pelo que de mau tem feito num Concelho onde tem estado desde sempre com absoluto poder. O eleitorado mostrou querer mudança. Não são os eleitos para a mudança que têm que se renderem ao partido minoritário em vereadores na CMSC. São os vereadores desse Partido que têm que ver o que devem mudar para o bem de Santa Cruz e das suas gentes.

E há muito que fazer, sem impedir os grandes projectos que sejam mesmo indispensáveis. No Urbanismo, no Saneamento Básico, nas vias de Comunicação Concelhias, nos Transportes, nas medidas sociais, etc., existem numerosas acções que podem e devem ser tomadas para acabar com o desfigurar de freguesias importantes do Concelho e elevar a qualidade de vida e o bem estar dos seus habitantes. Não há tempo a perder. Quem é democrata e quer servir o Povo em primeiro lugar, respeita os resultados e procura os pontos comuns para avançar com as medidas necessárias ao Povo do Concelho.

Quem não é democrata e procura beneficiar minorias, não respeita os resultados e começa a preparar armadilhas para rebentar com a vontade democráticamente expressa pelos cidadãos. Mas pode ser que quem assim actua, veja o “tiro sair pela culatra” pois o Povo está farto de tantos anos de poder absoluto!”

Paulo Martins – Diário Cidade – ed. de 20-10-2009.

A “Lista”

October 18th, 2009

Luís Filipe Malheiro (LFM) tem, constantemente, se referido ao movimento “Juntos Pelo Povo, JPP” como a “lista” ou a “coligação de cidadãos”, omitindo o nome e a sigla. É certo que  de “cidadãos” todos somos um pouco ou muito, dependendo da dita maioridade, consciência e cidadania. Mas, todos nós temos um nome próprio – Manuel, Maria, Mariana, João, etc. – e nos tratamos com brio e educação, sem manobras  de inferiorização dos demais.

Já no ano passado, tive a oportunidade de opinar e de esclarecer a LFM  – defensor da legítima partidocracia – que a participação da vida política não cabe, única e exclusivamente, aos partidos políticos e que a sociedade já percebeu o que ainda muitos não entenderam: a confiança é parceira do terreno, do diálogo e da humildade.

As eleições não se conquistam com gente sentada à secretária, com o olho posto no ecrã de um efémero computador. Chamar “lista” a um nome registado, popularmente aceite e legitimado por um órgão de soberania é, em meu entender, uma acção pejorativa e que tende a rebaixar uma evidência que muitos ainda não quiseram ver e  acreditar.

Élvio Sousa – Presidente eleito da Junta de Freguesia da Freguesia de Gaula.

Dois caminhos opostos!

October 14th, 2009

paulo martins“Mais que a contagem de votos e lugares que cada força política conseguiu nestas Eleições interessa reflectir sobre dois caminhos que estão abertos sobre a maneira de enfrentar o PSD na Região. Tomemos os exemplos do Funchal e de Santa Cruz, onde encontramos duas maneiras de ser corajosos, como está na moda dizer.

No Funchal temos a “coragem” dum grupo de pessoas que se aglutinou no PND que enfrenta de “peito aberto” alguns desmandos do Jardinismo mas que, em termos de resultados práticos, conduz ao reforço da sua votação e ao reforço da votação do PSD cujos apoiantes cerram fileiras para enfrentar as acções desse Partido. É essa a principal leitura que se pode fazer dos efeitos práticos dessa “coragem” nos resultados das Eleições Autárquicas no Funchal. Os outros Partidos, seja por crise interna como é o PS seja por falta de clareza de como se posicionarem neste novo cenário político, perdem eleitorado para este Partido que capta com facilidade as franjas mais radicais e revoltadas contra mais de 30 anos de Poder Laranja. As Oposições estão pulverizadas no Funchal e em quase toda a Região e o PSD, mesmo com algum desgaste, continua esmagador.

Em Santa Cruz surge um outro tipo de coragem, aquela que une e junta pessoas diferentes, aquela que faz chegar a hora, aquela que quer fazer a mudança acontecer. Não recorre ao ataque de “peito aberto”, não faz “bravata”, mas pela calada soma, une, junta pessoas, mobiliza-as num projecto que as faz acreditar que derrotar o PSD é possível e que isso pode acontecer. E quase aconteceu nestas eleições Autárquicas. Na Câmara Municipal registou-se um empate – o PSD elegeu 3 vereadores e o Movimento “Juntos pelo Povo” elegeu 3, ficando o PS com 1. O Movimento reconquistou a Freguesia de Gaula. A mudança só não aconteceu porque PS, PCP e MPT teimaram em não querer a unidade.

Estes dois exemplos constituem dois caminhos políticos opostos que conduzem a resultados diferentes na luta pela derrota do PSD. Um aparenta combate-lo de forma muito radical, mas acaba por fortalecê-lo. Outro, menos radical nos actos e palavras, é muito mais radical nos resultados porque dá derrotas do PSD. Há reflexões e escolhas a fazerem-se!

Paulo Martins, in Diário Cidade, ed. de 13-10-2009.

“A lagosta envenenada”

October 12th, 2009

“”Pagas a lagosta…” eram estas as palavras dos candidatos a Assembleia de Junta de Santa Cruz pelo Partido Social Democrata. Perspectivava-se 61 a 65% da votação, contra os 8% para o movimento JPP. Contudo com o decorrer da contagem dos votos a azia começava a ser evidente. Será que ja tinham comido a lagosta, questionava-me?

Bem,isto para dizer que é possivel mudar, basta acreditar num projecto diferente,alternativo e que vá em conta com as necessidades reais da população. E assim foi, o movimento Juntos pelo Povo não vestiu as familias com camisolas nem cascois, não fez promessas individuais, não trouxe o Tony Carreira, não fez inaugurações eleitoralistas, limitou-se a apenas a ouvir o POVO. Com um programa inovador, um rebuçado para aduçar o clima amargo que se sente no concelho fez-se uma campanha quase primitiva, rural e sem recursos mas com muita dedicação,humildade e honestidade e vontade de MUDAR e desta forma consegue uma participação fundamental na tomada de decisão na política do Concelho.

Caros Santacruzenses, esta vitória é vossa, porque o POVO é soberano e na altura de decidir o POVO votou PRIMEIRO, votou CERTEIRO. 

Não vós iremos defraudar, certamente vamos superar as expectativas. Acabaram-se os interesses individuais. Seremos a voz do POVO.

BEM HAJA ”

Duarte Vieira – candidato eleito à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Santa Cruz.

Do apoiante Duarte

October 9th, 2009

“Em meu nome pessoal, desejo a todos os candidatos do movimento JPP as  maiores felicidades. Saibam que de facto agitaram, de forma civilizada, a discussão dos temas do nosso concelho. Espero que a semente agora plantada se desenvolva e consolide, em benefício de todos. A vossa batalha foi desigual e por isso cada voto deverá ser festejado de forma alegre e consciente que o futuro será risonho.

Quaisquer que sejam os resultados, procedam a uma reflexão do que ainda haverá a melhorar e claro, exultem com o que de bom vierem a conseguir.
Cordialmente,

Duarte” [por email].

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Consulte a anterior mensagem do mesmo apoiante JPP

Sta. Cruz: PSD responde a JPP

October 9th, 2009

“Toda a campanha decorreu com elevação da parte do candidato PSD, José Alberto Gonçalves.

As diferenças é que foram gritantes. Não enganámos ninguém, falámos abertamente das obras que não conseguimos realizar, explicámos as razões que levaram a isso. Estivemos no debate, ouvindo, respondendo, participando, esclarecendo as nossas ideias e como as pretendemos realizar. Ao invés, o candidato [do movimento Juntos Pelo Povo] que se diz impoluto fugiu ao debate, não respondeu às questões e mostrou muita falta de respeito pela população! Nós mostrámos a obra feita, muita dela para além dos compromissos eleitorais, o que provou a nossa atenção às necessidades da população e capacidade de realizar obra. Podemos não ter cumprido todas as obras inscritas no manifesto, mas fomos capazes de realizar muitas outras, que ultrapassam largamente o número de obras previsto. Portanto, a realização ficou acima dos 100%, e isto tem de ser dito! Mostrámos a qualidade do nosso trabalho de apoio ao Desporto, Cultura, Lazer, 3ª Idade, qualidade sentida por quem dia a dia trabalha nestas áreas e por quem é beneficiado pela nossa acção. Não dizemos que somos capazes, provamos no terreno, agimos! Provámos para além de qualquer dúvida que a nossa intervenção Social é forte e caso ímpar de qualidade e capacidade de acudir a quem realmente necessita! (…)”.

Nuno Abreu, Cartas do Leitor, in DM – ed. de 9-10-2009

De um apoiante JPP

October 8th, 2009

“Hoje fui surpreendido por uma acção no Caniço Shopping sob a égide da bandeira da CMSC. A maquete do Parque de Lazer do Caniço (desculpem se o nome não for este). Para nós, canicenses, tão pouco habituados a  acções concretas por parte da CMSC, é natural que tenha havido muito alarido em redor da maquete, um objecto inaminado lançado que nem rebuçado no meio de um recreio. O pior é que há sempre quem os coma…

Por isso, e na minha opinião, sublinho e incentivo a que JPP devem também jogar um trunfo para a recta final e não na lógica do rebuçado. Vi o vosso programa referir a necessidade de melhorar o acesso por transporte público às zonas altas, mas acho que é preciso ir mais longe. A lógica do transporte no Caniço está orientada para os que trabalham no Funchal, mas uma área com a densidade populacional actual exige que hajam carreiras intra-municipais. Porque não lançar a ideia de uma Abelhinha que faça a ligação Garajau – Caniço de Baixo – Vargem?

Aproveito a ocasião para vos desejar as maiores doses de arrojo e  fortuna para esta última etapa.

Duarte” [por email ]


Fontalidade

October 8th, 2009

“Quero aqui agradecer ao Sr. David Rodrigues pela coragem que teve em enviar a carta ontem a dizer aquilo que realmente pensa e sente. Pessoas assim existem bem poucas, deveriam existir muito mais. Os restantes acobardam-se atrás desses barretas e desses cachecóis, talvez em busca de algo que o tempo já não lhes dará. A nossa sociedade necessita de pessoas capazes e frontais, tais como o Sr! E que no domingo todos quantos pensam como o Sr. David Rodrigues deêm a resposta. Pois em democracia quem escolhe é o povo e neste caso teremos mesmo de nos manifestar e mostrar o total desagrado por tudo o que tem sido feito ao longo do tempo e pela falta de ética por parte destes políticos ao deitarem sempre as culpas em cima dos outros, sem nunca terem a coragem de admitir que erraram e que não têm capacidades para gerir e muito menos liderar. Domingo, sim, lá estarei para votar em quem acredito e não em se quer fazer acreditar!”

Gabriela Ferreira, in DN – Cartas do Leitor,  ed. de 8-10-2009.

A inacreditável mensagem do medo

October 7th, 2009

“Transcrição de um email do JAG (José Alberto Gonçalves) candidato do PSD CMSC:

“….As nossas propostas são reais e exequíveis, financeiramente viáveis e realmente necessárias. Não prometemos utopias e actuamos sempre em defesa da população, com responsabilidade e com a capacidade única que a nossa equipa tem.
Apenas a nossa candidatura pode garantir que os compromissos serão realizados e apraz-nos registar que está já GARANTIDA a construção de um auditório coberto na Camacha, de acordo com os desejos e com as especificações técnicas indicadas pelos grupos culturais desta Vila. Mais, o projecto engloba a construção de um Mercado Agrícola e espaços de estacionamento.
Tudo isto em simbiose com outro projecto já apresentado e que será também executado, que transformará para melhor o Centro da Camacha, requalificando e ampliando o Largo da Achada, com a construção de novos espaços de lazer e de prática desportiva Em resumo, apenas a candidatura PPD-PSD pode transformar a Camacha para melhor, porque sabemos o que é realmente necessário, porque sentimos a população, porque somos reais e verdadeiros e apostamos em projectos exequíveis e financeiramente viáveis.
São estas as razões que demonstram que apenas nós estamos em condições de garantir o apoio do Governo Regional e temos a credibilidade junto de instituições financeiras e empresas privadas para fazer sempre mais e melhor na Camacha e em todo o Concelho de Santa Cruz.”

- Juntos pelo Povo Camacha

Ao ponto que chega o desespero destes candidatos do PSD à câmara de Santa Cruz, mandando este email a todos os seus contactos, já com medo da derrota, amedrontando o eleitorado com falsas promessas e afirmações! Só agora em vésperas de eleições, colocaram grandes placares a publicitar a construção de novas infra-estruturas para a nossa terra, quando há quatro anos atrás não passaram de falsas promessas.
Caros concidadãos, não se deixem enganar com falas mansas porque a conversa é sempre a mesma e castiguemos quem nos quer fazer parar no tempo por mais quatro anos! A caneta é a vossa arma para sentenciar quem nos deixou no esquecimento.
Caros adversários, a vossa credibilidade está pela hora da morte, deixem a falta de democracia de lado e lutem por uma freguesia melhor e não entrem em demagogias eleitoralistas, pois o povo sabe bem o que quer.”

David Rodrigues – 2º candidato à Assembleia de Freguesia da Freguesia da Camacha

Resposta à Sr.ª Ana Vieira

October 6th, 2009

“A Sr.ª Ana Vieira na secção cartas do leitor do dia 6 de Outubro, acusa o movimento de cidadãos independentes, Juntos Pelo Povo (JPP), candidato às eleições autárquicas ao Concelho de Santa Cruz, de “falta de democraticidade”. Contudo, esta sua opinião visa apenas minimizar e ocultar a realidade social e política que impera no Concelho de Santa Cruz.

Deve saber, como nós, que o movimento JPP tem dito sempre a verdade e por isso tem obtido grande apoio por parte da maioria da população de Santa Cruz, inclusive de elementos ligados ao PSD, já que a actual vereação PSD, pouco fez pelo Concelho. Todos os munícipes de Santa Cruz sabem que a maioria das promessas ficaram por cumprir. Segundo este Diário, de um programa onde prometeu realizar 52 investimentos públicos no concelho, cumpriu apenas 23, bastante menos de metade! (DN 6 de Outubro, pag.17). É natural, portanto, que a sua revolta resulte também duma insatisfação pelas políticas do PSD de Santa Cruz. Só assim se compreende este ataque ao movimento verbalizando uma forma «arruaceira» para tentar denegrir o JPP.

Precisamente porque diz a verdade, o movimento Juntos Pelo Povo incomoda algumas pessoas, tal como aconteceu com a Sr.ª Ana Vieira. Contudo, nós não excluímos ninguém e temos uma forma muito democrática de lidar com as situações inoportunas.

Por exemplo: no que se refere ao incidente da sobreposição do som do carro do movimento quando o candidato do PSD começava a discursar, é preciso dizer aos leitores que o carro estava estacionado a alguma distância do local onde o referido candidato fazia o seu discurso. Por esta razão, é que a pessoa que colocou o som não se apercebeu que o Sr. Arlindo discursava. No entanto, para eliminar qualquer querela, um elemento do movimento teve a humildade de falar com o candidato do PSD e tudo ficou esclarecido.

Quando a Sr.ª Ana diz que houve «falta de respeito e civismo que não é digno de campanha política na sociedade actual», nós lembramos alguns episódios de falta de educação e civismo provenientes, supostamente, de apoiantes da candidatura laranja (tal como o é a Sr.ª): algumas pessoas de Santa Cruz, (nesse mesmo dia, no mesmo local e à mesma hora), aceitaram o programa do movimento e depois amachucaram-no e rasgaram-no à frente da pessoa que o entregou. Outro exemplo foi cuspir para o carro do movimento, quando este circulava na cidade de Santa Cruz e gritar palavras obscenas. Relativamente à sua afirmação de que o grupo de cidadãos «não merecem o voto» porque «demonstram uma falta de valores democráticos», temos constatado precisamente o contrário do que a senhora afirma e estamos confiantes de que e os eleitores do Concelho de Santa Cruz nos darão o seu apoio, já que o movimento Juntos Pelo Povo promete trabalho, dedicação e uma governação autárquica ao serviço de todos os santacruzenses e não apenas para os amigos da mesma cor política.”

Paulo Alves – Coordenação de Juntos pelo Povo | 2º candidato à Assembleia Municipal

Sondagens: só Domingo, dia 11

October 6th, 2009

“A sondagem de hoje, publicada pelo Diário de Notícias da Madeira deixa ao JPP três considerações:

1.O movimento cresce a cada dia que passa e, hoje, dia 6 de Outubro está mais forte e com mais força para ganhar a confiança de Santa Cruz.

2.O JPP apela a todos os cidadãos que se identificam com o movimento que votem no dia 11 de Outubro, pela diferença, pela honestidade e pela alternativa. Vamos a caminho de um resultado histórico e vamos erguer os braços e lutar.

3.Até Sexta-feira, dia 9 de Outubro, podemos apresentar o nosso projecto e informar a população quem prometeu e prometeu e não cumpriu. FORÇA.VOTE JUNTOS PELO POVO.”

Élvio Sousa - Cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula

“…vamos à porrada”

October 5th, 2009

“São estas a palavras do nosso líder, aquele que devia ser um exemplo para um povo que o segue… Hoje, em Santa Cruz, o deputado Miguel Sousa que só se lembra de Santa Cruz em épocas de eleições refere exaustivamentre “…Vamos dar oportunidade ao Dr.º Alberto João!”. Pus-me a pensar o sentido destas palavras, visto que estamos em campanha eleitoral para as autárquicas. Por breves momentos pensei que até poderia estar com alucinações auditivas, visto que o candidato à Câmara de Santa Cruz intitula-se por Drº Alberto Gonçalves.

Contudo o discurso pobre e repetitivo do deputado Miguel Sousa levou-me a perceber que ainda mantenho a minha sanidade mental e sim, a frase era mesmo esta ” Vamos dar oportunidade ao Drº Alberto João Jardim…”

É triste e lamentável que a politica se faça nestes contextos, enganar o povo, camuflando um programa eleitoral onde não se faz distinção entre as politicas de intervenção regionais e camarárias, e muito menos nem se fala sobre o candidato à cãmara. Por outro lado o movimento Juntos Pelo Povo (JPP) desenvolvia a sua actividade de campanha sobre fortes descriminações e atitudes provocatórias do PSD.

Assisti por parte de simpatizantes do PSD, atitudes como rasgar o Programa Eleitoral do Movimento JPP, como também cuspir para o carro de campanha. São atitudes pouco dignas de um clima de Democrácia. Mas, enfim, quando o exemplo vem de sua excelência, motivando o povo com o “…vamos à porrada”, tudo vale. Não é por nada que sua excelência foi intitulado como fascista em mais uma inauguração polémica na passada 6ª feira. Aqui fica a imagem ridicula que a Madeira passa para o resto do MUNDO.”

Duarte Vieira – 2º candidato à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Santa Cruz

Leiam esta

October 4th, 2009

“O PS-M apresentou, na semana passada, uma queixa contra toda a  comunicação social madeirense devido à cobertura das iniciativas  diárias do grupo cidadãos “Juntos Pelo Povo”, que concorre unicamente  ao Concelho de Santa Cruz.

Por aqui se vê o conteúdo da “coisa socialista”. O senhor PS, com o conluio dos seus dirigentes de Santa Cruz, não tem mais nada para dizer aos santa-cruzenses: apenas fazer queixinhas e escrever cartinhas para justificar o que não têm no presente: credibilidade e humildade.

Para um movimento livre, plural e organizado como o Juntos Pelo Povo  (JPP), que apresenta ideias e projectos para o Concelho de Santa Cruz  e que têm consistência na sua pequena estrutura em construção, a acção  do PS não passa de uma analogia entre o ser e o parecer. Pois é. Os senhores querem mostrar a histórica casca. Resta saber se terão o dito
conteúdo. Já agora façam também queixa da aceitação do povo de Santa Cruz pela  cidadania e pela democracia participativa.”

Élvio Sousa – cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula

Delapidar dinheiros públicos

October 1st, 2009

“Pode dizer-se que, na Madeira, não há comício eleitoral do PSD sem concerto. Em 12 dias de campanha, o PSD Madeira tem 11 concertos marcados. Um para cada comício. O grande nome do cartaz – Tony Carreira. A aposta de peso foi paga a peso de ouro: 30 mil euros, segundo o candidato do CDS-PP à Câmara Municipal do Funchal, Lino Abreu. E feitas as contas, só para os três concertos agendados para o rei da música romântica na Madeira, o PSD terá gasto 90 mil euros – sem contar os custos de Marco Paulo e Mickael Carreira, dois artistas que também vão actuar durante os comícios do PSD.

Juntar política a grandes concertos têm sido uma estratégia de promover a “marca” PSD na Madeira. Porque para além do povo assistir a um grande concerto, têm também a possibilidade de trazer camisolas, bonés, esferográficas e cadernos não só para toda a família mas como também para os vizinhos, o que até dá jeito porque o ano escolar está a começar e não há nenhum aluno na madeira que inicie o ano lectivo sem escrever os seus primeiros apontamentos num caderno do PSD. Por outro lado os comícios são umas autenticas lições de história, onde o povo sofre uma lavagem cerebral sobre o colonialismo que os Madeirenses sofrem por parte de Lisboa, relembrando os velhos tempos da crise da farinha.

Para quem assiste ao comícios do PSD, certamente confunde-se com os comícios da Herbalife. Enfim, e citando Manuela Ferreira Leite, aqui na Madeira não se sente qualquer asfixia democrática. Num momento em que o Presidente da Republica apela aos partidos para se conterem nos gastos das campanhas, na Madeira assiste-se a um esbanjar de recursos tão escassos e tão necessários para a promoção das políticas sociais que os portugueses necessitam num momento de grande dificuldade como este que estamos a passar.

Pergunto-me apenas quanto custa aos Madeirenses o merchandising do PSD?”

Duarte Vieira – 2º candidato à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Santa Cruz.

“Engananços” em Santa Cruz

September 29th, 2009

“O colega Arlindo Aguiar (AA), actual Presidente da Junta de Freguesia de Santa Cruz, acusou o movimento “Juntos Pelo Povo” de ter enganado os seus legítimos candidatos, na sua douta freguesia e na dos outros, segundo ele.

Parece-me, é claro, que as afirmações no calor da sala transpiraram demasiada emoção e, daí, a extensiva imaginação. Enganar é um acto desonesto. Inventar histórias segue pelo mesmo caminho.

AA fala de “engananços”, dizendo que “a população tem de saber que eles enganaram”. Nas proximidades do seu gostoso presidente da câmara, é certo que o colega Arlindo Rodrigues tivesse recordado o verbo “enganar”. Pois é. E não precisamos de ir longe, e às outras freguesias. Mesmo para o caso de Santa de Santa Cruz,e olhando para o programa prometido, quem é que andou a prometer e a enganar os santacruzenses? Onde estão as obras prometidas? Onde está a remodelação do Mercado Municipal? Onde está a abertura da Estrada do Cano até à Etiqueta (São Sebastião)? Onde está a abertura das estradas da Banda da Fonte-Caminho D. Mécia e Banda da Fonte-Levadas-Dona Mécia? Isto só para aflorar alguns exemplos…

Não deixa de ser, também, paradigmático que num acto de apresentação de um programa eleitoral do PSD, tenha o JPP um papel de destaque e de considerável enfoque. Se falam de nós é por alguma, séria, razão.”

Élvio Sousa – cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula.

Candidatura do P.S.D. de Santa Cruz «compra» votos

September 27th, 2009

“Algumas famílias de Santa Cruz foram convidadas, pela empresa Santa Cruz XXI, a estarem presentes na Câmara Municipal no dia 25 de Setembro de 2009 para “ratificarem” os seus pedidos de ajuda (materiais de construção: telha e tinta) para melhorarem as suas habitações. Embora os pedidos tenham dado entrada há cerca de um ano (ou até mais, pois algumas das pessoas já nem se lembravam do pedido feito) só agora, num período de pré-campanha, é que os governantes da autarquia tiveram disponibilidade na sua agenda para convocar estes munícipes (supostamente com carências económicas e sociais – embora alguns deles tenham casa, carro e façam férias mais do que uma vez por ano) a fim de poderem confirmar os seus pedidos e prometer os tais materiais de construção civil que ainda não se sabe quando irão ser entregues.

Para os “aliados” este foi o momento certo, oportuno, pois desta maneira cativam os eleitores (ganham votos). Mas, qualquer cidadão (especialmente de Santa Cruz) atento e responsável, facilmente apercebe-se daquilo que se está a passar e reconhece que este não é um acto inócuo mas uma manipulação das pessoas. Este é um exemplo (entre outros que houve ao longo do mandato) eticamente reprovável de administração de uma autarquia e uma forma inaceitável de se estar na política. Joga-se com a realidade social das pessoas para extrair delas «algo» (o que será!?). Promove-se nas pessoas o sentimento de dívida para com aqueles que lhes ofereceu um bem (favores com favores se pagam!). Esta forma de “fazer” política vem dar força à máxima: «na política vale tudo menos tirar olhos». Espero que o povo de Santa Cruz tenha consciência de que esta maneira de estar na política é ignóbil, inquietante e agitadora, que em nada abona a favor de uma autarquia democrática e participativa.”

Paulo Alves - 2º candidato à Assembleia Municipal.

É urgente mudar mentalidade

September 27th, 2009

“É do conhecimento geral que a política e os políticos são, na maioria das vezes, vistos com desconfiança e com certa indiferença. Esta reacção à classe política parece que se acentua quando se trata de eleições para as autarquias. Contudo, os “verdadeiros” políticos – porque ainda existem alguns -, podem dizer que não é bem assim! Mas, a verdade é que cada vez mais os partidos têm dificuldades em formar listas para as autárquicas. Porque será? Na minha perspectiva o problema reside na forma como se encara a vida política hoje em dia, senão vejamos:

1º- as pessoas não se sentem cativadas pela vida política e acham-na uma vida de submissão ao poder e aos caprichos daqueles que governam;

2º- não gostam de «dar a cara» porque estão em dívida para com o poder político, o que elimina à priori a vontade de fazer frente a quem está na liderança;

3º- a pressão (para não dizer intimidação) daqueles que acham que governam tudo e todos é de tal ordem, que as pessoas até sentem receio de represálias e, por isso, não dão a cara nem estão na disposição de colaborar com quem se candidata a um cargo político que não seja do partido que está no poder.

4º – Num meio em que quase todas as pessoas se conhecem, o receio sobre o que dirão os vizinhos ou outros conhecidos, sobre uma eventual candidatura que não seja do partido do poder, serve de pretexto para se afastar das listas concorrentes a determinadas eleições. E, muitas mais razões poderiam ser enumeradas, mas todas confluem para o mesmo porto: a política parece ser só para alguns!

É dito velho que «O poder corrompe!», mas, mais vergonhoso é o político que se deixa corromper pela política. Os políticos regem-se por uma ética política deficitária, roçando algumas vezes, na obscuridade, o vergonhoso e o intolerante. Quem governa deveria ser obrigado a estudar um manual de “ética política” e ser “submetido” a alguns exames de consciência. A política é uma forma de serviço aos outros e não um meio de se servir dos outros!

Posto o que aqui foi escrito, está na altura de clarificar as coisas:

O movimento de cidadãos Juntos pelo Povo apercebendo-se da necessidade urgente de mudar esta mentalidade face ao «ser político» apresenta uma nova forma de estar na política apostando: na transparência; na proximidade; nas promessas reais, necessárias e possíveis de cumprir (enquanto os partidos, ditos grandes, entram em promessas utópicas); na sabedoria, simplicidade e conhecimento do seu candidato – Filipe Sousa; numa equipa coesa e dinâmica; num movimento que acredita que Santa Cruz poderá mudar se o POVO assim o entender e não tiver medo daqueles que «desgovernaram» o concelho nos últimos tempos.

Para romper com uma classe de políticos que se preocupa em olhar demasiado para o seu umbigo, que procura governar-se em vez de governar a autarquia, basta no dia 11 de Outubro VOTAR JPP, porque nós estamos do seu lado e acreditamos que quer estar do nosso.”

Paulo Alves – 2º candidato à Assembleia Municipal.

“O prato generoso”

September 21st, 2009

“Arlindo Freitas (A.F.), vereador independente na autarquia de Santa Cruz, veio a público fazer um exercício de vitimização de si-próprio, da sua desgostosa “carreira política”, culminando com uma girada de fogo, na apologia do douto elogio do actual senhor presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz.

AF desgosta da política, mas lá esteve e lá continua até hoje.Dirige-se, em termos ofensivos ao Filipe Sousa e ao movimento Juntos Pelo Povo, situação que seguirá uma resposta clara e de responsabilização judicial.

No actual estado da questão, compreende-se o conteúdo das suas declarações e a pretensa direcção do “tiro”. Mas, na verdade, vindo do jeito e da pontaria da personagem em questão, certo é que o alvo dificilmente será atingido. A limpeza e a credibilidade do carácter medem-se pelo conteúdo da mensagem. É claro que o “filme” é uma repetição, a 3 dimensões, de outros seus amiguitos da ex-coisa social-sem-lista. E as repetições são também, justamente, irrepetíveis.

Se estivesse no lugar do Dr. José Alberto Gonçalves faria a seguinte reflexão: até que ponto o engraxado elogio à minha pessoa por parte de AF será um prato generoso para o presente e para o futuro muito próximo.”

Élvio Sousa – cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula e candidato a Presidente da Junta

Votar, um acto necessário e responsável

September 15th, 2009

“Todo e qualquer cidadão minimamente atento à realidade social circundante, apercebe-se que os períodos que antecedem os actos eleitorais, quer sejam para as autarquias, regionais, legislativas e até mesmo europeias, são marcados por uma correria desregrada às inaugurações. São obras terminadas à pressa e como a pressa é inimiga da perfeição, logo, são obras cujos acabamentos não têm a qualidade e perfeição exigidos.

Quando as eleições são para as autarquias, estes comportamentos, eticamente reprováveis, são ainda mais inquietantes e que devem merecer a reprovação do cidadão atento e responsável. O “não deixar-se levar em cantigas”, é um direito do cidadão, que remete para o dever de, em consciência, procurar uma solução alternativa capaz de o agradar enquanto membro de uma sociedade pluralista e democrática.

Por ser uma realidade mais próxima do povo, em que a luta é renhida e aqueles que estão no poder procuram chamar a si os “louros” do que foi feito (e esquecem-se das promessas não cumpridas porque isso não dá votos), as eleições autárquicas são oportunidades colocadas à disposição dos eleitores (do povo) para que estes possam julgar o trabalho e a forma de governar daqueles que estão no poder. Não são oportunidades para os “oportunistas” tirarem benefícios próprios! Pelo contrário: são acontecimentos que devem fazer a diferença entre o antes e o depois, entre o que está bem e que deve continuar e o que está mal e deve ser alterado.

As eleições autárquicas são momentos oportunos para o povo mostrar “cartão vermelho” àqueles que dizem que governam, mas que, pelo contrário, desgovernam, ou têm um conceito de governação próprio, limitado e circunscrito à esfera da sua inteligência. São estes que “só se lembram de Santa Bárbara quando há trovões”, o mesmo é dizer que só se lembram do povo quando precisam do seu voto para manter o estatuto social a que já se habituaram. Por isso, quando algo está mal, a solução passa por substituir o causador do mal, porque como diz o povo,” antes que o mal cresça, corta-se a cabeça”.

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Paulo Alves | 2º candidato à Assembleia Municipal

Promessas

September 14th, 2009

“Nos tempos que correm, as promessas encarnam um certo niilismo latente, pois tudo se vende e tudo se compra, a bem da pretensa cidadania. Vivo num concelho e numa freguesia onde a promessa foi a jura dos eleitos. Já diz o povo sabedor: “quem é fácil em prometer é fácil em dever”.

O excesso da promessa vã sempre acompanhou a conquista do poder. É um facto. Por isso, a mensagem que se impõe no presente é a de propor aquilo que o contexto e as possibilidades permitem.

A proximidade local, a disponibilidade de resolver os problemas caso a caso, a presença física no quotidiano local deverão, em meu entender, ser os valores da dita promessa. A escolha será, inevitavelmente, entre a medição daquilo que se promete e aquilo que se cumpre.”

Élvio Sousa | cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula e candidato a Presidente da Junta

Ferreira Leite: «Não há asfixia democrática na Madeira»

September 10th, 2009

“Caros cidadãos, ironicamente são estas as palavras que marcou a visita de Manuela Ferreira Leite há madeira. Certamente a líder do PSD nacional não está a par de algumas situações menos felizes que cá se passam.  Contudo, continuo a acreditar que a mesma ilustre senhora quereria dizer que “Aqui não há liberdade Política”.

A liberdade politica que existe na Madeira consegue-se através do monopólio de jornais, financiados com dinheiros públicos, onde o partido dominante expressa as suas convicções. Já agora, se a Madeira tanto luta por mais autonomia, nada melhor que aprovar em Assembleia a publicação da lista dos devedores no seu jornal. Deixemo-nos de ironias, o povo madeirense está asfixiado, vive num clima de medo e receio.”

 Duarte Vieira | 2º candidato à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Santa Cruz.

Gaula: 500 anos de capelania

September 10th, 2009

“A Freguesia de Gaula celebra no próximo fim de semana os seus quinhentos anos de fundação de capelania. É uma data representativa da antiguidade da freguesia e da importância histórica que a mesma assinala no capítulo regional.

No ano passado, sugeri a criação de uma comissão executiva para a promoção das celebrações dessa efeméride. Meses depois a comissão foi criada. Realizaram-se várias actividades, nalgumas das quais tive a oportunidade de assistir e de participar.

Numa reunião que mantive, a convite do executivo da Junta de Freguesia de Gaula, no segundo trimestre deste ano – onde nos foram solicitadas sugestões e ideias para enriquecer as celebrações – tive a oportunidade de transmitir a ideia de que o substrato do programa assentasse numa programação consistente e com actividades não efémeras.

A programação musical, desportiva, cultural é fundamental, mas a essência do acontecimento deverá residir no aspecto marcante, duradoiro e concreto da realização material. Se assim não for tudo se diluirá no tempo e o espaço será, permanentemente, o mesmo.”

Élvio Sousa | Cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula e candidato a Presidente da Junta. 

A advinhação de F. Correia, de Santa Cruz

September 9th, 2009

dn04010101011 “O cidadão F. Correia (FC) de Santa Cruz assinou recentemente um texto de opinião intitulado “Que rica lata”, cujo conteúdo se debruçava sobre o grupo de cidadãos eleitores “Juntos Pelo Povo”e seus candidatos e simpatizantes. Ora como toda a crítica se reflecte na refutação e como o texto de FC enlata a já habitual táctica do calculismo dos “profissionais da política” e da partidocracia, servirá este texto para deixar três pontos, em três is:

i- O JPP é um movimento livre, aberto e democrático. Com efeito, não discrimina os cidadãos de esquerda ou de direita, do CDS/PP ou do BE, porque além de serem militantes de partidos políticos são, acima de qualquer estigma, cidadãos. Essa é, imprescindivelmente, a condição verdadeira do estar em democracia. É certo que há gente que vê as coisas pelos seus próprios olhos. Daí que, provavelmente, o cidadão F. Correia esteja a ver o Filipe Sousa e o Lopes da Fonseca como responsáveis dos actuais e dos antigos partidos, e não os vejam como cidadãos de direito. É uma forma de “ver o mundo”. Mas tal premissa condiciona, a campo livre, a actual visão de FC.

ii – FC fala de um passado partidário do Filipe Sousa. Como se toda gente que interage na acção política não tivesse um – com bons e menos bons momentos – e como se não tivéssemos a opção da escolha ou da mudança. Ora, não tenho nada contra aqueles (e os exemplos abundam na realidade regional) que, pelas razões de cada qual, optaram por mudar de partido ou de filiação dita partidária. Para nós a cidadania no verdadeiro sentido da participação democrática é aceitar a diferença e as opções pessoais.

iii -O grupo de cidadãos Juntos pelo Povo não é um movimento unipessoal. É um projecto plural que ganha, dia-a-dia, mais adeptos e, por certo, mais incomodismo daqueles que sobrevivem enlatados na conduta e na simpatia partidária. Deste modo, FC, regressa a um dado já elementar e demasiado gasto na esfera partidocrata: o calculismo e a adivinhação. Reserva-se, como alguns poucos já tentaram e infelizmente falharam,  a fazer futurologia e a ver na acção dos outros um espelho recriador da sua proximidade. Estão redondamente enganados. E uma coisa é certa e sabida: nós não vamos permitir que, além da discussão democrática e construtiva das ideias, se procure enxovalhar um projecto válido e liberto de preconceitos. O caminho está traçado. Apenas nos debruçaremos a aperfeiçoar uma ou outra curva mais ou menos acentuada. Todos aqueles que, de uma forma maldosa e menos correcta, procurarem desalinhar a clareza dos ideais terão uma resposta pronta, objectiva e circunscrita.”

Élvio Sousa | Cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula e candidato a Presidente da Junta.

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Leia os textos conexos: “Que rica lata!…” e “Mente “enlatada” em Santa Cruz.

As verdades de Santa Cruz

September 6th, 2009

ccosta-net-218x300“Ao contrário do que muitas vezes se pensa o presidente da Câmara  de Santa Cruz, deve ter pensado, que a melhor defesa é o ataque. A forma abrupta e arrogante como decidiu reagir as ideias da oposição, designadamente ao movimento «Juntos pelo Povo», sobre a redução das taxas do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), enfraquece a sua defesa, em vez de a fortalecer. Porque denota um desespero e uma raiva pouco compatíveis com a disfarçada inocência que até à data aparentava. Quem não deve não teme, diz o Povo.

Neste caso, o que se esperava do Dr. José Alberto Gonçalves, enquanto autarca e responsável político, era um pouco mais de seriedade e um pouco menos de disparate. O autarca, ataca em comunicado, o «Juntos pelo Povo» acusando os candidatos de «inverdades» e que existem «campanhas publicitárias falaciosas» que, «urge denunciar para que a população não seja enganda». Que desplante ! Nem no programa do «gato fedorento» consigo rir tanto. 

Leia com atenção: Quem andou em falsas campanhas e a fazer promessas atrás de promessas e enganou a população de Santa Cruz foi o Sr. presidente e restante vereação PSD. Não cumpriram NADA! A verdade será reposta  pelo eleitorado em  Outubro . Ainda há dias, o presidente do Governo Regional, numa inauguração no Porto Santo (aqui sim, há obra ),dizia o seguinte: « não é quem inaugura (obras) que deve ser penalizado, mas quem não faz inaugurações porque não tem por onde explicar ao povo o que fez ao dinheiro dos contribuintes» O dinheiro em Santa Cruz, foi concerteza, para os negócios milionários e sem garantias como do novo edifício de serviços partilhados da famosa Quinta da Escuna; ou para as adjudicações careiras como a renovação das licenças anti-vírus informático; ou ainda para pagar as comitivas que acompanham o Dr. José Alberto Gonçalves pelo estrangeiro em representação do município.

Outra grande verdade é esta: em Santa Cruz, a Câmara PSD, aumentou  a taxa do IMI em 50% logo que tomou posse em 2005. Claro, quem sofre é sempre, sempre o Zé Povinho. Tá tudo visto! Nesta sequência e nos contactos diários do «Juntos pelo Povo», a população do Caniço em particular, reclama, uma reavaliação do mapa de zonamento e dos coeficientes de localização que está em vigor também, desde 2005. A vereação PSD diz, prontamente, NÃO. Mas, não explica as incongruências,  as disparidades, como por exemplo: um contribuinte que tem o seu prédio na zona das Figueirinhas ou Livramento , próximo da estrada regional 101, paga o IMI com um coeficiente de localização de índice 1,70  igual a um outro contribuinte, que tem terrenos para construção ou prédios na zona do Vale do Caniço para a Cidade junto ao mar. Este mapa, aplica, por outro lado o índice mais elevado –  2,00 –  nas zonas onde estão as unidades hoteleiras como é o caso do Caniço de Baixo e no centro da Vargem. O pior, são os contribuintes vizinhos (Vargem) com fracos recursos financeiros e muitos deles prejudicados pela perda de qualidade/conforto e desvalorização no mercado das suas propriedades, resultante das «construções monstruosas» licenciadas sem qualquer planificação urbanística, por esta e a anterior vereação PSD.

Mas há mais…fica, entretanto para a Campanha oficial quinze dias antes do 11 de Outubro. Mas uma coisa é certa: as autarquias, mediante deliberação da assembleia municipal, podem majorar ou reduzir as taxas gerais em determinadas situações previstas no artigo 112º do código do IMI. O «Juntos pelo Povo» está disposto, caso seja eleito, reduzir as taxas do IMI e redefinir o mapa de zonamento e os coeficientes de localizaçao para todo o  Concelho de Santa Cruz. Outra proposta do «Juntos pelo Povo», é a protecção do domínio público e a defesa do que resta, da orla costeira na freguesia do Caniço. A discussão do Plano de Urbanização do Portinho, estava  previsto para fins de Março de 2009, mas…até à data, NADA .Porque será ? Nós suspeitamos que o interesse do presidente da Câmara,  em discutir este plano (que é obrigatório por lei) seja pouco, até porque, na autarquia, já deram entrada os anteprojectos do cinco ( ou mais…) hotéis previstos para a zona do Portinho.

O «Juntos pelo Povo», também defende um projecto hoteleiro equlibrado e integrado na paisagem. Mas, com uma excepção: a enseada (do antigo arsenal), aquela magnífica baía, mesmo ao lado da praia dos Reis Magos  deve,  no nosso entender,  ser de acesso  público e não privado. O «Juntos pelo Povo» propõe um grande  COMPLEXO BALNEAR, com todas as infra-estruturas,  como sejam: campo de jogos, parque infantil, escola de vela, restaurante/bar, estacionamentos, parque de campismo etc,etc. A POPULAÇÃO DO CANIÇO MERECE ! E o Sr. presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, está disposto a defender aquele espaço para a construção de uma futura praia ? O Povo quer é VERDADES palpáveis e não cantigas que só adormessem os incautos, mas não resolvem os problemas.”

Carlos Costa

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Leia a posição da Câmara Municipal, à qual aqui se reage.

Mente “enlatada” em Santa Cruz

August 26th, 2009

“Pelos visto o(a) munícipe, F. Correia, supostamente residente em Santa Cruz, conhece em pormenor o meu percurso político, facto que é importante registar.

Lendo a sua carta posso concluir que, infelizmente, ainda existem na nossa sociedade pessoas com a mente oculta – fechando-se a si mesma e sobre si mesma – que só consegue registar as aparências, sem ter a faculdade de visionar, alcançar ou contemplar a amplitude que os verdadeiros valores da democracia representam no meio em que vivemos.

Por outro lado, constato que o(a) munícipe F. Correia está imiscuído (a) na “Partidocracia”, facto que não consegue separar as pessoas dos partidos o que seguramente contribui para o apodrecimento do sistema político e da própria democracia.

Os partidos são essenciais para a democracia, mas não são donos desta e só as pessoas com mente “enlatada”, conseguem projectar no futuro os seus interesses pessoais e partidários, sobrepondo-os à resolução dos problemas reais e actuais que afligem o povo.

A democracia participativa exige mais, mas muito mais do que isso.

O exercício de cidadania implica, pois, informação, respeito pela diferença, solidariedade, tolerância, intervenção e partilha de responsabilidades na resolução dos problemas que afectam a qualidade de vida da comunidade, do Concelho em que vivemos.

Por tudo isto, digo-lhe que sinto orgulho das pessoas que se apresentam como candidatos pelo Movimento “Juntos Pelo Povo”, em especial daquele a que se refere, Dr. Lopes da Fonseca, pois tanto ele como outros, embora pertencendo a partidos políticos democráticos, reconheceram honestamente que o nosso projecto é uma verdadeira alternativa política, porventura a melhor posicionada para derrotar o PSD em Santa Cruz. Formamos pois um grupo de pessoas livres e empenhadas em desenvolver um projecto de alternativa assente nos valores democráticos e humanos que o(a) munícipe, F. Correia desconhece ou algum dia alcançará.

O candidato à Câmara Municipal de Santa Cruz pelo “Juntos Pelo Povo”.

Filipe Sousa, in Cartas do leitor, DN – ed. de 26.8.2009.

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Leia o artigo conexo de F. Correia.

O símbolo

August 24th, 2009

“Existem coisas que importam recordar. No ano passado, sob a égide de “Pelo Povo de Gaula”, foi criado um símbolo identificador e mobilizador de um grupo de cidadãos eleitores que apresentou a candidatura às eleições intercalares à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula. Esse símbolo, figurando a união de pessoas de mãos dadas pela liberdade de expressão, foi admitido pelo tribunal para figurar no boletim de voto.

Todavia, no decorrer da formalidade da candidatura no Tribunal da Comarca de Santa Cruz, houveram interferências que justificam, no presente, um comentário seco, directo e justaposto. A acção da Direcção Regional da Administração Pública Local e da Comissão Nacional de Eleições que, pelo conteúdo das missivas, procurou alinhavar um caminho que não se lhes destinavam em matéria normativa é, no mínimo, inaceitável num Estado que apregoa a participação dos cidadãos na vida política da sua comunidade. A conduta da CDU que, ao dirigir um requerimento ao Tribunal Constitucional a reclamar a anulação do símbolo do grupo de cidadãos, desmaterializou a matéria com que faz a sua própria acção partidária e pretendeu secar um trajecto de outros cidadãos que interagem no sistema democrático.

Mas símbolo ficou e hoje vem mais povoado.

Leia-se a este propósito e em pormenor o texto do Advogado Rogério Freitas Sousa, “PPG o processo eleitoral: o não exemplo”, publicado no site www.juntospelopovo.com.”

Élvio Sousa, in Diário Cidade, ed. de 24.8.2009, p. 4,

juntospelopovo.com/ nas “Sugestões”

August 24th, 2009

rfs dn22.8.09in DN- ed. de 22.8.2009

A janela da mudança partidária

August 21st, 2009

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“Longe são os tempos em que a fidelidade partidária foi imposta pela actuação do monopólio partidário. Sempre presente em discusos políticos, nunca houve qualquer regulamentação que lhe desse densidade, até que a criação do movimento Juntos pelo Povo (JPP) passou a regrar a matéria com a voz do povo. A instabilidade politica, marcada pela restruturação da lei partidária onde a renovação de mandatos foram cessados com a aplicação da nova ordem jurídica, tem levado a conflitos internos partidários devido a interesses colcetivos e individuais distintos.

Sem embargo, em véspera de ano eleitoral – ninguém é de ferro! O mês de Setembro anterior a cada eleição seria o mês da permissividade partidária, é dizer, o período de “reflexão ideológica” sobre qual o melhor partido para os interesses das autarquias.

Os grandes partidos mantem as suas promessas fraudulentas, irrealistas e desadequadas das realidades do pais. Fartos desta promíscua política,  nasce o movimento Juntos pelo Povo que vem dar voz ao cidadão da autarquia de Santa Cruz, não através da critica destruitiva, mas através de uma postura baseada no epicentro dos problemas autárquicos, apontando soluções viaveis na conjectura actual.

Desde modo, pedimos aos cidadões que continem a nos enviar propostas, que participem na actividade do movimento JPP, para que em unissimo possamos melhorar e restruturar uma politica de interesse social, promovendo o bem estar comum.”

Duarte Vieira - 2º Candidato JPP à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Santa Cruz.

| foto: Miguel Nunes.

Polémica de Santa Cruz

August 20th, 2009

“O movimento «Juntos pelo Povo», responde ao Sr. João Marco Gouveia, em relação ao assunto intitulado: «mudar Santa Cruz para quê» da seguinte forma:

1- «Contra factos não há argumentos». Infelizmente é verdade. as referências citadas no meu texto, «Santa Cruz já se apercebeu», foram todas elas, sem excepção, extraídas das páginas dos jornais e dos relatos gravados na rádio e na televisão. Os factos são reais e podem ser comprovados;

2- Quanto aos «mamarrachos», subscrevo na íntegra a reacção do cidadão Francisco de Sousa, à sua carta de leitor de hoje (2ªF. 17 de Agosto ) que está disponível na plataforma on line do Diário de Notícias. Este munícipe refere o seguinte, passo a citar: «o Concelho de Santa Cruz nasceu torto e desenvolveu-se com vícios. A construção é uma autêntica selva de betão, (…) falta qualidade e para agravar, o mau enquadramento na paisagem,(…) descaracterizaram todo o Concelho a revelia do PDM,(…) Santa Cruz merecia melhor atenção por parte das anteriores e actuais vereadores. Em 20 anos, deram cabo de uma potencial Cidade». Mais palavras para quê ?

3- Da parte do movimento «Juntos pelo Povo», a população do Concelho de Santa Cruz pode contar com uma oposição séria e determinada pela verdade. Transmitiremos a realidade, doa a quem doer. Não abdicaremos de fazer como cidadãos, munícipes e candidatos a nossa avaliação juntamente com o povo dos 4 anos de mandato do Dr. José Alberto Gonçalves e sua equipa de vereadores. Questionaremos e problematizaremos sempre, sempre que se justificar.

4- Considera o Sr. João Marco Gouveia que está tudo bem ? E as obras municipais prometidas no manifesto eleitoral de 2005. Onde estão ? Quer exemplos de promessas do PSD não realizadas só para a Freguesia Santa Cruz? Ora aqui vai: Plano de pormenor para o centro da Cidade, plano de requalificação do centro histórico da Cidade, construção do auto-silo na baixa da Cidade, remodelação do mercado municipal, requalificação da praça de táxis, construção de polidesportivos, reformulação da estação de tratamento de águas residuais, a construção da estrada do Cano até à Estiqueta, a estrada Moinheira- São Sebastião, recuperação do caminho da Lombada etc, etc. Olhe que isto não são «deturpacões», «suspeições», é a realidade, para quem quer ver e gosta da sua terra !

5- Quanto às nossas ideias. Convidava-o a consultar o nosso site: www.juntospelopovo.com. Ali, encontrará as ideias, as propostas, as dúvidas, as interrogações, as críticas. O movimento «Juntos pelo Povo» está na corrida eleitoral, pela positiva. Não há vaidades nem «auto-promoções». O que haverá com toda a certeza é muito trabalho, muito suor, para conseguir ganhar a confiança do Povo e derrotar o marasmo e a incompetência desta vereação PSD, em Outubro.”

Carlos Costa, in Cartas do leitor – DN, ed. de 20.8.2009.

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Leia os textos conexos com o presente: “Mudar Santa Cruz para quê?”; Santa Cruz já se apercebeu.

O Povo

August 19th, 2009

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Há no mundo uma raça de homens com instintos sagrados e luminosos, com divinas bondades do coração, com uma inteligência serena e lúcida, com dedicações profundas, cheias de amor pelo trabalho e de adoração pelo bem, que sofrem, que se lamentam em vão.

Estes homens, são o Povo. Estes homens estão sob o peso de calor e de sol, transidos pelas chuvas, roídos de frio, descalços, mal nutridos; lavram a terra, revolvem-na, gastam a sua vida, a sua força, para criar o pão, o alimento de todos. Estes são o Povo e são os que nos alimentam.

Estes homens vivem nas fábricas, pálidos, doentes, sem família, sem doces noites, sem um olhar amigo que os console, sem ter o repouso do corpo e a expansão da alma, e fabricam o linho, o pano, a seda, os estofos. Estes homens são o Povo e são os que nos vestem.

Estes homens vivem debaixo das minas, sem o sol e as doçuras consoladoras da natureza, respiram mal, comendo pouco, sempre na véspera da morte, rotos, sujos, curvados, e extraem o metal, o minério, o cobre, o ferro, e toda a matéria das indústrias. Estes homens são o Povo e são os que nos enriquecem.

Estes homens, nos tempos de lutas e de crises, tomam as velhas armas da Pátria, e vão, dormindo mal, com marchas terríveis, à neve, à chuva, ao frio, nos calores pesados, combater e morrer longe dos filhos e das mães, sem ventura, esquecidos, para que nós conservemos o nosso descanso opulento. Estes homens são o Povo e são os que nos defendem.

Estes homens formam as equipagens dos navios, são lenhadores, guardadores de gado, servos do mal retribuídos e desprezados.

Estes homens, são o Povo e são os que nos servem. E o mundo oficial, opulento, soberano, o que faz a estes homens que o vestem, que o alimentam, que o enriquecem, que o defendem, que o servem ?

Primeiro, despreza-os; não pensa neles, não vela por eles, trata-os como se tratam os bois, deixa-lhes apenas uma pequena porção dos seus trabalhos dolorosos; não lhes melhora a sorte, cerca-os de obstáculos e de dificuldades; forma-lhes em redor uma servidão que os prende e uma miséria que os esmaga; não lhes dá protecção; e terrível coisa, não os instrui: deixa-lhes morrer a alma. É por isso que os que têm coração e alma , e amam a justiça, devem lutar e combater pelo Povo.” – Eça de Queirós.

| pesquisa: Carlos Costa.

PPG e processo eleitoral: o não exemplo.

August 18th, 2009

“I.- Findas que estão a apresentação das diversas candidaturas – partidárias e apartidárias, em especial do movimento “Juntos pelo Povo” – que nas Eleições Autárquicas de  Outubro próximo irão concorrer aos diversos órgãos do Município de Santa Cruz e das Freguesias da Camacha, Caniço, Gaula, Santa Cruz e Santo António da Serra, e tendo também hoje lugar a prática de actos processuais no âmbito do processo judicial de apresentação das candidaturas, que pende no Tribunal da Comarca de Santa Cruz, pede-me o Movimento “Pelo Povo de Gaula” – concorrente no ano de 2008 às eleições intercalares para a respectiva Assembleia de Freguesia – curta reflexão sobre o exemplo – ou a falta dele! – do então sucedido no âmbito no processo nº 655/08.8TBSCR, do 2º Juízo, no qual fui seu mandatário.

II.- Da tramitação.

i)- Como é público, o movimento de cidadãos eleitores da Freguesia de Gaula apresentou-se a tais eleições intercalares com a denominação “Pelo Povo de Gaula”, com a sigla PPG e com o respectivo símbolo.

Em tais autos, foi realizado, a 13.5.2008, o sorteio das listas apresentadas, tendo sido ordenada a sua afixação, e foi ordenada a notificação do respectivo auto às entidades previstas no art. 30/3 da Lei Orgânica nº 1/2001, de 14.8, ou seja à Comissão Nacional de Eleições, Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral, governador civil ou Ministro da Republica e Presidente da Câmara Municipal para efeitos da impressão dos boletins de voto. No caso da Região, também a Direcção Regional da Administração Pública Local (DRAPL) da Vice-Presidência do Governo Regional da Região Autónoma da Madeira.

ii)- Por ofício de 15.5.2008, a DRAPL notificou o mandatário político da candidatura notando que “a denominação contém oito palavras” e que “a denominação identificadora do grupo de cidadãos eleitores não pode conter mais do que cinco palavras“, pelo que solicitava “se digne esclarecer, face àquele normativo [art. 23/4 da Lei Orgânica nº 1/2001] qual a denominação que deve ficar inscrita no boletim de voto“.

iii)- A 16.5.2008, o Tribunal da Comarca de Santa Cruz exarou despacho pelo qual admitiu a utilização no boletim de voto do símbolo escolhido pelo movimento, a denominação e sigla, do qual despacho foram os mandatários e as entidades notificadas, incluindo a DRAPL e a Comissão Nacional de Eleições (CNE).

iv)- A CNE, pelo seu ofício nº 506, de 20.5.2008, informou o mandatário político do PPG que “na sequência do ofício nº 768 da Direcção Regional da Administração Pública e Local…” a CNE tomara a seguinte “decisão”: “O plenário deliberou, por unanimidade dos Membros presentes, considerar que o despacho de 16.05.2008 da Senhora Juiz de Direito, na parte relativa ao símbolo do grupo de cidadãos eleitores “Pelo Povo de Gaula”, sofre de vício de nulidade absoluta, atendendo a que a Lei Eleitoral é taxativa nesta mesma matéria e que os grupos de cidadãos eleitores, no âmbito das eleições autárquicas, são identificados com um símbolo correspondente a um número romano.

Interessa refere que, nos termos do artigo 94º da Lei Eleitoral, quando for exposta a prova tipográfica do boletim de voto, poderá a mesma ser objecto de reclamação, no prazo de vinte e quatro horas, para o juiz da comarca e, da decisão proferida, cabe recurso, em igual prazo, para o Tribunal Constitucional”.

v)- A fls. 295 dos autos, o Tribunal da Comarca de Santa Cruz exarou, a 21.5.2008, despacho no sentido de que fosse solicitado à CNE informação “ao abrigo de que norma legal  se arroga aquela Comissão o direito e a legitimidade de declarar a invalidade/nulidade de uma decisão judicial”, o que foi notificado a todos os intervenientes.

vi)- O mesmo Tribunal, por seu despacho do mesmo dia, notou: i)- que a DRAPL mostrou “desaprovação” quanto à decisão de 15.5.2008, tendo solicitando fosse utilizado o símbolo “I”, tendo sido informado que tal decisão – a ser recorrível – só o podia ser pelos mandatários para o Tribunal Constitucional; ii)- que a CNE “declarou” a nulidade, que veio a ser entendido como mero parecer da CNE que “não vincula o tribunal”; iii)- manteve inalteradas as listas afixadas, não tendo sido apresentadas quaisquer reclamações ou recursos;

vii)- Por despacho de 23.5.2008, o Tribunal da Comarca de Santa Cruz admitiu, em definitivo, as candidaturas, as listas, as denominações, as siglas e os símbolos;

viii)- A candidatura da Coligação Democrática Unitária (CDU) apresentou, no dia 21.5.2008, pelas 15.10, requerimento no Tribunal Constitucional no qual invoca “…a desconformidade à lei…” da decisão do Tribunal da Comarca de Santa Cruz, que “admitiu como símbolo a utilizar pelo grupo de cidadãos eleitores “Pelo Povo de Gaula” um grupo de pessoas de mãos dadas formando entre si  a letra “G”", apelando, portanto, “à pronta intervenção do Tribunal Constitucional no que concerne a esta situação“. Este Tribunal remeteu tal expediente para o Tribunal da Comarca de Santa Cruz.

ix)- Por despacho de 27.5.2008, o Tribunal da Comarca de Santa Cruz entendeu que o requerido consubstanciava vontade de recorrer por parte da CDU e admitiu o recurso;

x)- O mandatário político do PPG formulou contra-alegações em tal recurso, pugnando, concretamente, pela sua inadmissibilidade, à luz do disposto no art. 33/1, 93, 94/1 da Lei Orgânica nº 1/2001.

xi)- O Tribunal Constitucional, pelo seu acórdão de 30.5.2008, decidiu não conhecer o objecto do recurso, pela circunstância da decisão de admissibilidade do símbolo não ser recorrível e do requerimento da CDU não constar a alusão a qualquer questão de inconstitucionalidade.

III. – Da conduta das candidaturas e das entidades intervenientes.

1.- Da tramitação no processo eleitoral em apreço é possível extrair algumas ilações, qual menos prestigiante para os respectivos intervenientes.

i)- O papel da DRAPL e da CNE em face de decisões jurisdicionais, que só poderiam ser impugnados pelos mandatários das candidaturas e que lhes cabia observar, é inexplicável: a que título é que a DRAPL discorda do Tribunal e pede opinião/parecer/decisão da CNE? E como esta se permite deliberar/dar parecer que afronta claramente um despacho judicial? Tudo o que é inexplicável é-o. Simplesmente e sem mais.

Mas, ainda assim,  tal inexplicabilidade permite ajuizar que, deu e dá a quem lê os autos, a ideia – quiçá, incorrecta – de que se pretendeu conseguir pela janela o que não se conseguiu deixar entrar pela porta. Ou seja, limitar e constranger a candidatura do Pelo Povo de Gaula, em especial quanto ao símbolo que concebeu e apresentou. E isto quanto só lhes cabia, à primeira, realizar as operações materiais de impressão do boletim de voto e, à segunda, acompanhar o processo eleitoral, mas sempre no respeito pelas decisões dos Tribunais.

Permite, também, constatar que seguramente não deixará de ser sintoma da politização/partidarização de toda a vida política e democrática, como se esta fosse única refém dos Partidos, o que é, a meu ver, totalmente incompreensível num Estado que se apregoa de Direito Democrático. Como se sabe, da exclamação à materialidade vão distâncias consideráveis, que no nosso país e na região, não foram, ainda, percorridas. Não deixa, todavia, de ser revelador da praxis administrativa, mesmo no sensível domínio da administração pública eleitoral, que exige especiais cuidados de ponderação e de imparcialidade.

ii) O papel e a intervenção do partido/coligação CDU é – e não se pode dizer por menos – lamentável. Porque supostamente vem de quem propaga a todos os ventos a democracia mas que, na primeira oportunamente, prevalece-se de expedientes que têm por objectivo a evitar. E porque foi uma tal actuação desnorteada: errada nos meios processuais, fora dos tempos próprios de reacção e em sede diversa da competente, denotando desconhecimento dos autos e da própria lei eleitoral aplicável. O que fica com uma tal impugnação, sem qualquer fundamento, é, afinal e tão só, saber o que, na realidade, pretendeu a CDU. Se contribuir para o aprofundamento democrático regional ou para o afunilamento monocolor reinante.

iii) A participação democrática, o exercício da cidadania, sempre afirmada como Mãe de todas as batalhas democráticas, é no nosso país, e afinal, uma vitória de Pirro. Mais parece um apêndice descartável: o sistema partidário abomina-a, porque arrisca-se a perder poder e mais vale a democracia e cidadania ser uma sua coutada; a administração pública repele-o, quanto mais não seja para se furtar aos estritos deveres de ponderação e imparcialidade.

Só resta esperar que da participação democrática e eleitoral de Juntos pelo Povo o não exemplo da intervenção partidária e da administração pública com o Pelo Povo de Gaula demonstre que, ainda assim, o sistema democrático aprende. Lentamente, mas aprende.”

ROGÉRIO FREITAS SOUSA | Advogado.

rfs@rfsadvogados.pt | http://www.rfsadvogados.pt/rfs.html

Texto publicado, também, aqui: http://rfsadvogados.wordpress.com/2009/08/18/ppg-e-o-processo-eleitoral-o-nao-exemplo/

Santa Cruz já se apercebeu

August 15th, 2009

“Há uma semana atrás (6ªf. 31 de Julho), as Freguesias de Gaula e do Caniço foram fustigadas por incêndios que danificaram várias casas. A autarquia de Santa Cruz e a Junta de Freguesia do Caniço só mostraram «disponibilidade» para acudir as pessoas e fazer o ponto da situação apenas quando «os serviços reabrirem na segunda-feira, dia 3 de Agosto».
Na semana seguinte (3ªf. 4 de Agosto), surge a notícia do Centro de Saúde de Gaula. A novidade é que a assistência médica far-se-á em três salas minúsculas. O presidente da Junta de Freguesia de Gaula, Gustavo Caires, disse que: «…é um espaço que se adapta perfeitamente àquilo que é preciso»;
A meio da semana (4ª f. 5 de Agosto), as listas do PSD/Santa Cruz às autárquicas foram entregues no tribunal. O Dr. José Alberto Gonçalves disse que a sua intenção é de «continuidade» e acrescentou que o objectivo é «…explicar às pessoas o que se vai fazer, (…) e o que não foi feito…»;
No final da semana (6ª f. 7 de Agosto), numa inauguração de um bloco de apartamentos , no Caniço, o presidente do Governo Regional da Madeira advertiu o autarca de Santa Cruz de que «…não se pode é deixar fazer mamarrachos», e voltou a realçar o facto de que: «temos de ser nós, eleitos pelo povo, que temos de prestar contas ao povo…».
Estes quatro acontecimentos – noticiados na imprensa regional – envergonham o concelho de Santa Cruz ! Como é possível mostrar tanta indiferença para situacões de emergência ? Como é possível, acomodar-se com condições tão precárias? Como é possível voltar a candidatar as mesmas pessoas quando eles próprios não cumpriram aquilo que prometeram? Como é possível, por último, que o Dr. Alberto João Jardim tenha detectado publicamente falhas no urbanismo e feito reparos na credibilização do serviço a prestar ao povo ? Tenho para mim que o povo de Santa Cruz já se apercebeu que a mudança é inevitável!
É um verdadeiro escândalo. E o mais incrível é que todas estas situações empobrecem e descredibilizam o prestígio da política e a imagem das instituicões. É por estas e por outras que muitos eleitores reagem de modo fácil: a renúncia. Não ligam nem participam na política activa. Compreende-se. Falta uma referência aos que não irão votar. É pena que o não façam. A referência que tanto ambicionam os eleitores descrentes «com este estado de coisas…» tem por nome: Grupo de Cidadãos «Juntos pelo povo». Este movimento apartidário é constituído por várias pessoas dos diferentes quadrantes da sociedade civil. Com humildade, mas determinados, este grupo de Santa Cruz vai concorrer às eleições autárquicas em Outubro próximo, com um objectivo: vencer!.”

Carlos Costa, in DN – Cartas do leitor, ed. 15.8.2009.

A participação dos cidadãos

May 11th, 2009

 “A participação dos cidadãos na vida política de uma região, seja através dos partidos ou por intermédio de movimentos cívicos, representa um meio para o fortalecimento da democracia. Recentemente, na esteira do ensaio do grupo de cidadãos eleitores “Pelo Povo de Gaula”, que obteve um bom resultado nas eleições intercalares daquela freguesia, foi criado um novo movimento de cidadãos para o Concelho de Santa Cruz: Juntos Pelo Povo – JPP. Este projecto – que veio para ficar e para fortalecer a participação da cidadania na região – cresce pouco a pouco e dissemina-se em função do livre pensamento e da humildade democrática. Tenho a feliz sensação que, dentro de algum tempo, será um movimento mais expansivo, como horizontes de trabalho interventivo, reactivo e de alternativa.Há dias, um senhor autarca falava da pouca credibilidade do movimento. Para quem passou quatro anos a “arrumar a casa”, com as vantagens e os apoios resultantes da partidocracia, é certo que desconfie do dinamismo dos demais, sobretudo pela experiência amorfa de si-próprio. A maior parte das “torres” só caem pela debilidade dos seus alicerces. Por enquanto, as primeiras vigas estão acertadas. Além do betão, a “massa” é fortalecida com pedra basáltica regional, sem adicionantes nem conservantes, e os demais “inertes” não servem para fazer número e abanar a cabeça “que sim”.

Acompanhe o trajecto do grupo de cidadãos: http://juntospelopovo.com/

Élvio Sousa, in Dário Cidade, ed. 11.5.2009.

O pantano

April 24th, 2009

A política na Região parece cada vez mais um pântano que exala miasmas que sufocam a vida democrática e fazem apodrecer os tecidos vivos que persistem em manter-se, contra ventos e marés, nesta terra onde sapos e rãs fazem lei.

Não há dia que se passe sem que novos fenómenos de apodrecimento da democracia No Partido maioritário “a única pessoa importante” impõe, recorrendo a cada vez menos disfarces, a sua vontade absoluta, jogando com as pessoas, considerando que todas elas são criações suas que só têm valor e que, em última análise, só existem políticamente porque ele o quis.

O caso de Sérgio Marques é o último de vários deles. Um deputado com trabalho feito no Parlamento Europeu, independentemento das apreciações políticas que se possam fazer, vê o seu lugar negociado pela “única pessoa importante” e é relegado para 8.º lugar, lugar de não eleição.

Mais grave ainda só sabe deste facto pelo Diário, o que revela que no PSD/M não existe nenhuma Democracia.

Mostrando que tem coluna vertebral bate com a porta e diz não a tamanha prepotência. Mas como seria de esperar logo aparece alguém a correr para ocupar o lugar dourado de candidato a eurodeputado.

Mais grave ainda foi a revelação do deputado Guilherme Silva. Segundo ele, Sérgio Marques não corria o risco de não ser eleito porque já estava feita a “aldrabice” de violar a lei da paridade – na lista as mulheres ocupam o lugar a que a lei obriga, mas uma vez eleitas não ocupariam o lugar no Parlamento.

Assim se enganam as eleitoras com um Partido chefiado por uma mulher, a Dr. Manuela. É por estas que a política fede como um pântano.

Mas o problema desta Terra é que o autoritarismo da “única pessoa importante” é copiado por outras pessoas que se julgam importantes.

Em lugar de fazerem diferente, tentam copiar. Mas as cópias são sempre pior que o original.

No maior Partido de Oposição, em lugar de haver a afirmação duma alternativa que ganhe forças para combater o pantanal laranja, cresce também o pantanal.

Um líder que se dizia humilde e de transição quer persistir seguindo a política do eucalipto. Lançou uma cruzada contra quem não o segue religiosamente, demite sem apresentar públicamente razões fortes e aproveita para promover os seus fiéis do grupo “Novo PS”.

Estas atitudes fartam até as pessoas de boa vontade. O último foi o Deputado André Escórcio que assumiu a liderança do Grupo Parlamentar para defender o PS mas que não aguentou este clima de perseguição a todos os que não estão com o chefe.

Demitiu-se mostrando coragem de dizer basta ao pântano em que mergulhou o PS.

O curioso é que os blogs de pessoas do PSD/M estão cheios de elogios à chefia do PS/M. Até se compreende – com este PS, o PSD pode cometer erros à vontade que não é penalizado.

Mas o pantanal não conspurca apenas a política maioritária.

Se há algo de novo e interessante que surgiu nos ùltimos tempos foi o Movimento de Cidadãos que começou em Gaula e que agora vai alargar-se a Santa Cruz.

Pode ser uma pedrada no charco deste pantanal político regional.

O Bloco de Esquerda disponibilizou-se para apoiar este movimento porque, como se viu em Gaula, todos os votos contam para derrotar a gestão ruinosa e antidemocrática do PSD em Santa Cruz.

Como reage o CDS/PP? Lendo o Blog “Cortar à direita” vê-se que esse Partido quer, como sempre fez em coligações, instrumentalizar esse movimento de cidadãos.

Como lá é dito foi decidido no Congresso exigir que o 2.º candidato à Câmara, o cabeça de Lista à AM e o cabeça de lista à AF do Caniço sejam do CDS e pasme-se exigir que o movimento de cidadãos “excomunge” o apoio do Bloco de Esquerda.

Agora compreende-se o porquê do CDS intitular-se como o ùnico que está com os cidadãos – para melhor tentar manipulá-los em proveito próprio.

Por estas e por outras é que este pantâno afasta os cidadãos da política.”
 
Paulo Martins, Diário de Notícias – Madeira, 20/04/2009.

Os outros e si Próprio

April 17th, 2009

“Para colocar um ponto final da extensão da opinião, a última carta do Cidadão Juvenal Rodrigues – adiante com sigla CJR – esclarece e evidencia o enunciado escrito a 15/04/2009, designadamente: 1. O CJR não está contra o movimento de cidadãos. Afirma e reitera. Mas, lá insiste que enfraquece a dita “oposição”. Ora, se por um lado aceita, por outro, contraditoriamente, rejeita. A Constituição da República portuguesa, para não citar outros normativos, salienta: a participação dos cidadãos na vida política fortalece e enriquece a democracia.

2. É certo e sabido que a simpatia ou a militância partidária assombra e parcializa, por vezes, a visão dos demais. Há quem queira ver nos outros, as fraquezas de si-próprio e dos seus condescendentes – também aliados da partidocracia – onde o fracasso do que afirma ser a “oposição” não é nem mais nem menos do que uma singela “alternativa”.

3. Lida a receita, os ingredientes são, absolutamente, claros e evidentes. Procurar ver na cidadania dos outros a causa dos seus males e a razão da sua forma de ver o mundo (leia-se Região) é um sintoma de teorização e de carência de humildade.

4. Conclusão: é justo reconhecer que a cidadania e a participação política em movimentos de cidadãos incomodam muita gente. Curiosamente, aflige mais do que se pensa, sobretudo, de inclusos militantes, simpatizantes e adeptos do sistema político-partidário. Resta saber se não haverá mais vida para além dos partidos. Continuo a achar que sim.”
 
Élvio Sousa, in DN, ed 17-4-2009

Cidadão JR

April 15th, 2009

“O cidadão Juvenal Rodrigues (CJR) ensaiou recentemente uma abordagem acerca da minha colaboração no movimento democrático e independente – Juntos Pelo Povo, JPP. O seguinte texto não é uma resposta à carta do cidadão JR. É, apenas, a exposição da constatação da forma como se pensa, como se mentaliza, como se age, quando a política é retratada da forma calculista e copiosa dos demais. Saliente-se, ainda, que o que se gasta em caracteres é o que, ainda, merece ser passado para a escrita. O resta consta do: http://juntospelopovo.com.

FUNDAMENTALISMO. No entendimento do cidadão JR, o reconhecimento público de amigos, de colegas e de pessoas, independentemente de terem ou não filiação partidária, tem que ter um interesse manifesto, um calculismo, uma segunda intenção. É uma forma e um comportamento típico do fundamentalismo partidário e de ver as acções dos outros pelo exemplo de si próprio, da sua forma de agir, de pensar, de escrever e de SER. Infelizmente, é uma conduta que reflecte alguns seres materiais do nosso tempo.

CALCULISMO. Para CJR parece que a materialização de um dado, em factos, justapõe um interesse e um objectivo, prévios. No caso em apreço, CRJ infere factos de dados públicos, justapondo-os de acordo com o seu interesse e a sua intenção, isto é, a sua bagagem pessoal e o seu background knowledge. Uma vez mais voltamos à teoria do EU e do indesmentível mimetismo: o homem é dos animais que mais imita a si-próprio.

EXPERIMENTALISMO. É interessante verificar o acto de ser citado em novos horizontes da participação da cidadania. Embora habituado a constatar tal acção no âmbito das publicações académicas e técnico-científicas, é justo verificar que há mais gente que lê e que transcreve o que se pensa. Não deixa de ser um registo para a memória futura. Um sintoma de que a relevância – de ser e de estar – também se mede pelo não-silêncio dos mais ou menos afortunados.”

Élvio Sousa, in DN, ed. de 15.4.2009