Fogo na Qt.ª Escuna dá confusão

October 7th, 2009 by juntospelopovo.com Leave a reply »

dn0401020801Fogo suspeito põe proprietários em rota de colisão com o movimento juntos pelo povo

Um fogo de origem suspeita, ocorrido no passado domingo (4 de Outubro), na Quinta Escuna, em Santa Cruz, está a provocar acesa polémica entre a administração da empresa Tijolo Branco (TB), proprietária do referido prédio, e o movimento político Juntos Pelo Povo (JPP).

Num comunicado enviado à redacção do DIÁRIO, e composto por cinco pontos, a administração da Tijolo Branco dá conta dos contornos do incêndio ocorrido no passado domingo, nomeadamente que “indivíduos não identificados atearam fogo à casa de habitação da Quinta Escuna”, tendo para o efeito utilizado “um pneu com gasolina, ao qual lançaram fogo”.

De acordo com o mesmo comunicado, aquele acto provocou a destruição da escadaria de acesso ao andar superior, destacando que não fora a pronta intervenção dos bombeiros e da PSP e os danos teriam sido mais graves. O ponto 4.º do referido comunicado é aquele que poderá originar polémica, porque envolve o nome do referido movimento político que concorre ao poder local em Santa Cruz. “Contudo, não pode a administração da TB deixar de notar a estranha coincidência de aquele acto de vandalismo ter sido cometido logo após o cancelamento devido ao mau tempo, de uma arruada do movimento político denominado JPP, na sequência do que muitos daqueles que iriam participar na arruada frequentaram tabernas e bares de Santa Cruz… Não se quer com isto acusar ninguém, mas lá que é uma coincidência, isso é”, lê-se na nota.

Uma ideia que é complementada no 5.º e último ponto: “A administração da TB não faz política, não participa em campanhas, mas suspeita que o referido acto de vandalismo seja uma manifestação ilícita do descontentamento daqueles que se opõem ao projecto que se encontra em curso, muito importante para Santa Cruz, e que tem por objecto o prédio Quinta Escuna, de construção do edifício destinado a instalar serviços públicos e privados”.

JPP ameaça com processo-crime O envolvimento do nome do movimento JPP no comunicado motivou uma reacção enérgica do mandatário Carlos Costa. Aquele membro do movimento político assegura que ou a administração da empresa Tijolo Branco “se demarca dessa difamação até sexta-feira e nos pede desculpa formalmente, ou nós vamos avançar com um processo-crime”.

Carlos Costa sublinha que o movimento JPP “está nesta campanha pela positiva”, com a intenção de “discutir assuntos relacionados com a resolução dos problemas das pessoas”. Por isso, sublinha, “tudo aquilo que saia deste âmbito, nós consideramos que faz parte da chamada política suja”, que em seu entender tem o objectivo “de beneficiar uns, caluniando os demais”.

O dirigente político aproveita para recordar que o movimento JPP está frontalmente contra a instalação de serviços públicos da autarquia na Quinta Escuna, considerando que tal representa que essa opção representa “um negócio ruinoso”, com o qual “a câmara municipal esgota a sua capacidade de endividamento”. Uma posição que, salienta, “está a incomodar”.

A polémica em torno da Quinta Escuna – um imóvel adquirido em 2007 pelo empresário Ricardo Nóbrega à Fundação Social-Democrata – rebentou com o anúncio do aluguer do espaço pela Câmara Municipal de Santa Cruz, para instalação da Loja do Cidadão.

Entretanto, o coordenador do Departamento de Investigação Criminal do Funchal da Polícia Judiciária (PJ), Ricardo Silva, confirma a existência de uma queixa e consequente investigação em torno desde incêndio suspeito. No entanto, por razões óbvias, dado que a investigação está a decorrer, escusa-se a revelar mais pormenores.”

Nélio Gomes – in DN, ed. de 7-10-2009.

Advertisement

Leave a Reply