“O cidadão F. Correia (FC) de Santa Cruz assinou recentemente um texto de opinião intitulado “Que rica lata”, cujo conteúdo se debruçava sobre o grupo de cidadãos eleitores “Juntos Pelo Povo”e seus candidatos e simpatizantes. Ora como toda a crítica se reflecte na refutação e como o texto de FC enlata a já habitual táctica do calculismo dos “profissionais da política” e da partidocracia, servirá este texto para deixar três pontos, em três is:
i- O JPP é um movimento livre, aberto e democrático. Com efeito, não discrimina os cidadãos de esquerda ou de direita, do CDS/PP ou do BE, porque além de serem militantes de partidos políticos são, acima de qualquer estigma, cidadãos. Essa é, imprescindivelmente, a condição verdadeira do estar em democracia. É certo que há gente que vê as coisas pelos seus próprios olhos. Daí que, provavelmente, o cidadão F. Correia esteja a ver o Filipe Sousa e o Lopes da Fonseca como responsáveis dos actuais e dos antigos partidos, e não os vejam como cidadãos de direito. É uma forma de “ver o mundo”. Mas tal premissa condiciona, a campo livre, a actual visão de FC.
ii – FC fala de um passado partidário do Filipe Sousa. Como se toda gente que interage na acção política não tivesse um – com bons e menos bons momentos – e como se não tivéssemos a opção da escolha ou da mudança. Ora, não tenho nada contra aqueles (e os exemplos abundam na realidade regional) que, pelas razões de cada qual, optaram por mudar de partido ou de filiação dita partidária. Para nós a cidadania no verdadeiro sentido da participação democrática é aceitar a diferença e as opções pessoais.
iii -O grupo de cidadãos Juntos pelo Povo não é um movimento unipessoal. É um projecto plural que ganha, dia-a-dia, mais adeptos e, por certo, mais incomodismo daqueles que sobrevivem enlatados na conduta e na simpatia partidária. Deste modo, FC, regressa a um dado já elementar e demasiado gasto na esfera partidocrata: o calculismo e a adivinhação. Reserva-se, como alguns poucos já tentaram e infelizmente falharam, a fazer futurologia e a ver na acção dos outros um espelho recriador da sua proximidade. Estão redondamente enganados. E uma coisa é certa e sabida: nós não vamos permitir que, além da discussão democrática e construtiva das ideias, se procure enxovalhar um projecto válido e liberto de preconceitos. O caminho está traçado. Apenas nos debruçaremos a aperfeiçoar uma ou outra curva mais ou menos acentuada. Todos aqueles que, de uma forma maldosa e menos correcta, procurarem desalinhar a clareza dos ideais terão uma resposta pronta, objectiva e circunscrita.”
Élvio Sousa | Cabeça de lista à Assembleia de Freguesia da Freguesia de Gaula e candidato a Presidente da Junta.
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Leia os textos conexos: “Que rica lata!…” e “Mente “enlatada” em Santa Cruz.