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PSD de Santa Cruz devia negociar com a oposição.

January 17th, 2010

Apresentação1
PSD de Santa Cruz devia
‘negociar mais’ com a oposição
Regional

 

O dirigente do movimento independente de cidadãos “Juntos Pelo Povo” referiu ao Diário Cidade que o executivo camarário de Santa Cruz, liderado por José Alberto Gonçalves, deveria ter uma “maior postura negocial” com a oposição.

O movimento independente de cidadãos “Juntos Pelo Povo (JPP)” foi a grande revelação das últimas eleições autárquicas, devido ao facto de ter conseguido eleger três vereadores para a Câmara Municipal de Santa Cruz e, assim, ter terminado com as maiorias absolutas que o PSD detinha, desde 2001, nos onze municípios da Região. Com efeito, a referida força política, liderada por Filipe Sousa, obteve 32% dos votos contra os 41,9% alcançados pelo PSD, ficando o município de Santa Cruz com três mandatos do PSD, três do JPP e um do PS. O movimento conseguiu também ganhar a presidência da Junta de Freguesia de Gaula.

Em declarações ao Diário Cidade, Filipe Sousa referiu que ainda é “muito prematuro” para se fazer um balanço destes primeiros dois meses “de mudança” em Santa Cruz. Porém, “nas reuniões camarárias tem havido um enorme sentido de responsabilidade de todas as forças políticas representadas, facto que tem contribuído para que algumas propostas tenham sido aceites pelo PSD de Santa Cruz”, apontou. Desta forma, o líder do JPP considera que a “nova conjuntura” é “amplamente benéfica” para os interesses da população. “Tendo em conta que o nosso programa eleitoral era completamente antagónico ao apresentado pelo PSD, o JPP aos poucos vai tentando fazer aprovar algumas propostas que consideramos que são indispensáveis aos habitantes de Santa Cruz”, defendeu.

Filipe Sousa disse, ainda, que o JPP constitui uma força de oposição saudável, uma vez que tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento do município santacruzense. “O concelho sofreu um atraso nos últimos quatro anos, mas com a nossa intervenção – e também do PS – o desenvolvimento de Santa Cruz será uma realidade nos próximos tempos”, afirmou. O dirigente do movimento independente de cidadãos referiu, igualmente, que o PSD deveria de ter uma “maior postura negocial” com a oposição, tendo em vista a obtenção dos interesses da população de Santa Cruz. “Seria uma atitude coerente o PSD partir para uma negociação directa com a oposição, no sentido de se ir ao encontro das propostas apresentadas, as quais são amplamente benéficas para os munícipes. Todavia, não me sinto diminuído pelo facto do JPP não ter nenhum pelouro na Câmara Municipal de Santa Cruz, porque o nosso trabalho, embora com outras competências, é exercido com muito sentido de responsabilidade”, frisou.

Filipe Sousa afirmou, ainda, que não equaciona a hipótese de fazer qualquer coligação com as outras forças partidárias representadas na autarquia santacruzense. “Entendo as coligações como sendo defensoras dos interesses partidários, situação que não se adapta ao nosso grupo de cidadãos. O nosso principal objectivo é unir as pessoas num sentido comum, que é o bem-estar da população das freguesias do concelho de Santa Cruz”, sustentou.

O líder do JPP anunciou, também, que esta força política pretende reforçar a sua presença. “Dentro em breve vamos criar a Associação Juntos Pelo Povo, no sentido de se criar uma certa organização interna do próprio movimento. Desta forma, vamos desenvolver um conjunto de iniciativas em Santa Cruz, as quais, possivelmente, vão ser alargadas a outros concelhos da Região. Queremos que o povo sinta que o exercício da política e do poder local não se esgota nos partidos”, argumentou.

Gaula está a ser discriminada

O facto da presidência da Junta de Freguesia de Gaula ser exercida pelo movimento de cidadãos JPP tem feito, na opinião de Filipe Sousa, com que aquela localidade esteja a ser discriminada pelo PSD e pelo Governo Regional. O líder do JPP deu como exemplo desta discriminação o adiamento de algumas obras consideradas importantes para o desenvolvimento da freguesia de Gaula, nomeadamente a estrada Lajes-Fazenda, Achada Rocha. “Penso que
estas situações acontecem não pela força que o PSD tem em Santa Cruz, mas sim pela imposição colocada pelo Governo Regional. Facto que me leva a criticar fortemente o executivo social-democrata da autarquia de Santa Cruz, porque não tem voz activa e sente-se diminuído perante as pressões exercidas pelo PSD regional no âmbito dos contratosprograma”,
concluiu.

J.T. Diário Cidade, 13 de Janeiro de 2010

Duas Notas.

August 4th, 2009
p1011061novonet“Afinação: Terminou, hoje, dia 2 de Agosto de 2009, o processo de contagem final das declarações de propositura do grupo de cidadãos “Juntos Pelo Povo”, destinado à candidatura à Câmara Municipal de Santa Cruz e aos restantes órgãos autárquicos daquele concelho. Os resultados são altamente animadores e como se suspeitava ultrapassam a estimativa inicial. O objectivo seguinte é chegar às 3.000 assinaturas (três mil). Por isso, apelo a todos os cidadãos do Concelho de Santa Cruz – independentemente de se identificarem ou não com os ideais do movimento – que colaborem connosco neste projecto. O primeiro objectivo está alcançado. Mas queremos imprimir, com este novo número, um novo registo na história da nossa democracia. A participação dos cidadãos é fundamental e como é óbvio não compromete outras ligações.

Desafinação: O candidato do MPT à autarquia santa-cruzense teceu, na semana passada, uma série de considerações acerca do movimento “Juntos Pelo Povo”. Se não fosse público e notório os excessos linguísticos do colega em relação, sobretudo, às pessoas que o rodeiam dificilmente compreenderia a sua nova aptidão para fazer futurologia política. Ora, o que se tem visto, é evidente e nitidamente perceptíveis: no seguimento daquilo que se viu de alguns socialistas de Santa Cruz há pouco tempo, o colega do MPT descasca em pessoas, só vê defeitos pessoais, e numa altura em que se poderia ouvir o projecto daquele partido para Santa Cruz; nada. Passa-se a “vida” a criticar pessoas e não se discutem ideias e projectos. Uma coisa é certa. Ao falarem de nós – independentemente das razões (pessoais, materiais ou, quiçá, verdadeiramente humanas) – é sinal que algo está a mudar ou a incomodar.

Para complemento e outro ponto de vista, leia o esclarecimento do mandatário político Carlos Costa, em: http://juntospelopovo.com.”

Élvio Duarte Martins Sousa, in DN – ed.  4-8-2009 | foto: C.C.

Actividade na Camacha

August 4th, 2009
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Foto CC.

“Filipe Sousa diz que há muita promessa por cumprir e anuncia novos objectivos 

O movimento de cidadãos, ‘Juntos Pelo Povo’ esteve ontem na Camacha. Filipe Sousa apontou várias obras que não foram construídas pela gestão PSD na Câmara de Santa Cruz, “como a requalificação do Largo da Achada e do Bairro da Nogueira, onde estava prevista a construção de um centro sociocultural e de um polidesportivo. Notamos uma enorme frustração por parte da população porque 90% das promessas para esta freguesia não foram cumpridas”.

O movimento apresentou algumas propostas para esta freguesia. “Queremos implementar um plano de emergência social, para combater os problemas de droga no Bairro da Nogueira. Facto que faz a população sentir-se insegura”. Por isso, Filipe Sousa propõe a criação de uma polícia municipal. O candidato à Câmara de Santa Cruz fez também referência aos recentes fogos que se registaram no concelho, para recordar uma proposta de criação de uma carta de riscos florestais, que foi rejeitada.”A elaboração de um projecto destes com colaboração da protecção civil, onde sejam identificados pontos de vigia, de água, de bocas de incêndio, é extremamente importante para a população se sentir mais segura”.

Marco Gonçalves, in DN, ed. 3.8.2009. 

“Mudar a Palhaçada”

July 30th, 2009

“Tal como o Sr. Carlos Costa afirma na sua Carta do Leitor publicada neste mesmo matutino a 27 de Julho do corrente ano, eu também me encontro a integrar o grupo de cidadãos “Juntos pelo Povo”, porque me sinto traído e sinto que toda a minha freguesia também o está – tirando aqueles que são “laranjadependentes” e cegos, não por não poderem ver mas porque o não querem – e sinto que o povo pede por um volte face em toda esta enorme palhaçada. Não, caro leitor, não me enganei na expressão – que se passa no Concelho de Santa Cruz e em todas as freguesias que compõem o mesmo. Analisando as promessas eleitorais da “laranjada” para o quadriénio 2005-2009 NÃO HÁ UMA QUE ESTEJA FEITA OU COMPLETA! Prometeram mundos e fundos ao povo, fazendo-lhes lavagens cerebrais à saída das missas, oferecendo comes e bebes, ofertando concertos de artistas conceituados e até oferecendo umas canetas e uns cadernos todos jeitosos para os putos levarem para a escola, mas a verdade é que NADA ESTÁ FEITO! É ou não altura de mudar toda esta palhaçada, caros conterrâneos? Analisem com olhos de ver o programa do PSD e vejam se na realidade tudo está feito. E não me venham com a desculpa da crise porque a crise não começou há 4 anos, começou sim no ano passado. Que andaram a fazer durante três anos? A tocar acordeão na praça do peixe? A pintar linhas azuis em frente ao Centro de Saúde? A mandar a PSP embora? A berrar no Chão da Lagoa ao lado do patrão? (…) Pois bem, caros conterrâneos, se não é o movimento “Juntos pelo Povo” que pode mudar tudo isto, então a classe política está podre! PS: Aos senhores anónimos e possuidores de nomes de MSN: se querem realmente debater questões da Camacha comigo, que o façam assinando, não se escondam por trás de nomes fictícios como o fazem no sítio da Internet deste diário. Porque se querem criticar, que o façam dando a cara ou pelo menos o nome, porque eu critico mas assino, não me escondo!.”

Óscar Góis, DN, 29/07/2009.

O nosso cartaz- JPP

July 25th, 2009

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Visualize aqui em tamanho real

A reportagem

July 6th, 2009

Veja, aqui, ao minuto 13 a reportagem do JPP, no Largo do Município, em Santa Cruz.

Arlindo Quintal Rodrigues defende, na linha programática do JPP, a criação de uma infraestrutura museológica local.

JPP propõe museu para Santa Cruz .

July 6th, 2009
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Arlindo Quintal Rodrigues, porta voz do JPP.

“O movimento de cidadãos, ‘Juntos Pelo Povo’ (JPP) para o concelho de Santa Cruz considera ser fundamental para o desenvolvimento do concelho a criação de um museu. A proposta foi ontem feita por Arlindo Rodrigues, numa iniciativa bastante participada por cidadãos simpatizantes. “Propomos um museu cidade de carácter cultural e etnográfico, à semelhança de outros museus que se encontram noutros concelhos da Região e no país”.

O movimento propõe ainda a melhoria da biblioteca municipal de Santa Cruz, nomeadamente a introdução de novas tecnologias. “A criação de uma medioteca é uma medida significativa para este concelho, um dos três mais importantes da Madeira”.

Marco Freitas, in DN, ed. de 6.7.2009. 

Câmara de Santa Cruz aprova negócio milionário

June 29th, 2009
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Manchete do DN.

“É o negócio do século em Santa Cruz e foi aprovado na passada quarta-feira pela maioria social-democrata desta autarquia e ainda pelo vereador independente Arlindo Freitas.

Este negócio milionário implica o aluguer de um ‘Edifício de Serviços Partilhados’, vulgo Loja do Cidadão, no espaço da ‘Quinta da Escuna’, durante 30 anos, pela Câmara Municipal de Santa Cruz, ao empresário Ricardo Nóbrega – o único que apresentou uma proposta à oferta pública lançada por esta autarquia a 17 de Março.

As contas são simples de fazer: durante os 30 anos (360 meses) em que irá durar o contrato de aluguer dos espaços requisitados, com um valor mensal de 126 mil euros (sem inflação), o empresário irá arrecadar 45 milhões e 360 mil euros.

O próprio Ricardo Nóbrega assumiu numa reunião extraordinária realizada na passada segunda-feira, que a construção deste edifício irá custar sensivelmente cinco milhões de euros. Ora, somando este valor ao do custo da aquisição da Quinta da Escuna, 1 milhão 250 mil euros, o empresário fará um investimento na casa dos 6 milhões e 250 mil euros.

Com uma renda anual de 1 milhão 512 mil euros, em apenas quatro anos o empresário consegue abater o valor do investimento feito, sendo que a partir dessa altura e nos outros 24 anos seguintes, arrecadará perto de 39 milhões de euros (mais de seis vezes o valor investido).

No entanto, uma cláusula do contrato estabelece que o edifício poderá reverter para a autarquia ao fim de apenas 17 anos, altura em que o empresário já terá facturado cerca de 25 milhões e 704 mil euros – esta é uma situação que dependerá da evolução da taxa Euribor e de outros indicadores. A vantagem é que, a partir desta altura, a Câmara deixa de pagar e passa a receber o valor das rendas dos espaços ocupados. De qualquer forma, se a situação financeira do município melhorar, poderá proceder ao resgate da operação a qualquer momento.

Espaços a ocupar

O contrato aprovado na última reunião da Câmara de Santa Cruz, estabelece que esta é a entidade arrendatária deste edifício e está autorizada a subarrendar o espaço a várias entidades de cariz público com sede no concelho.

Durante a negociação, a Câmara apresentou um conjunto de entidades que já se comprometeram a integrar este edifício. Só três solicitaram a área em que estão interessadas: a Câmara pede um espaço de 1,150m2, o Tribunal solicitou uma área de 1,261m2 e a Direcção Regional da Administração da Justiça uma área de 420 m2.

As outras entidade referenciadas, a Junta de Freguesia, a Direcção Regional de Assuntos Fiscais, a Empresa de Electricidade da Madeira e alguns bancos, ainda não solicitaram qualquer espaço. Interessa lembrar também que até então a autarquia assume nunca ter recebido qualquer verba do Ministério da Justiça pelo espaço actualmente ocupado pelo Tribunal de Santa Cruz.

Contudo, antes da votação, o presidente da Câmara chegou a dizer que o acordo só será assinado com o empresário depois de todas entidades rubricarem um documento como estão interessadas nos espaços que ali serão disponibilizados. Só que, pelo ónus de ter aprovado o contrato (mesmo que a Câmara o venha a anular), o empresário poderá processar a autarquia por ter voltado atrás, depois de a proposta ter passado na reunião de vereadores.

Vários valores por definir

Se a autarquia conseguir que todas as entidades acima referidas se transfiram para o novo edifício de Serviços Partilhados, irá pagar apenas 26 mil euros por mês. O problema é se estas entidades não pagarem pelo espaço ocupado. Dessa forma, o dinheiro estará a sair directamente das contas da autarquia, que é a primeira e a principal arrendatária deste edifício.

Sem rodeios, José Alberto Gonçalves diz que a Câmara vai poupar dinheiro de renda, concentrando alguns serviços camarários neste edifício. O documento apresentado aos vereadores estipulava um cálculo mensal entre os 24 e os 26 mil euros por mês a ser pago pelo Tribunal; as restantes entidades públicas e privadas serão responsáveis no seu conjunto pelo pagamento de 27 mil euros e o estacionamento, “na modalidade de regime de concessão”, poderá gerar 40 mil euros, o que perfaz uma verba total de 93 mil euros por mês.

Dois vereadores contra o negócio

Votando contra, Filipe Sousa e Susana Freitas, apresentaram uma extensa declaração de voto. Nesta é defendido que, mesmo que a Câmara peça a propriedade do edifício ao fim de 17 anos, isso representa quatro vezes mais o valor do investimento, “o que configura, perante a actual conjuntura económica um mau negócio”.

Mas diz mais. “É para nós evidente que este contrato foi elaborado à medida de alguém, o qual consideramos ser, um excelente negócio para o promotor e um péssimo e ruinoso negócio para o município”.

“Contrato é transparente”

Apesar de José Alberto Gonçalves ter assumido várias vezes a transparência deste negócio, inclusivamente graças à apresentação de uma oferta pública, a verdade é que desde que Ricardo Nóbrega comprou a Quinta da Escuna à fundação social-democrata em 2007, que se falava deste negócio. Para o presidente, o negócio não poderia ser feito de outra forma, por culpa das limitações financeiras da Câmara. “O que pretendemos de facto é um melhor serviço para o munícipe, dentro do princípio de uma certa concertação e concentração de serviços. Estacionamento fácil, serviços coordenados, oferta de um auditório. A vantagem desta proposta é um promotor que ele próprio compromete-se a construir de raiz o edifício e apresentou-nos um preço abaixo do mercado”. Já a declaração de voto da Câmara, enumera 11 razões pelas quais decidiu aprovar este acordo. A maioria é explanada durante este artigo.

Sobre este investimento Ricardo Nóbrega teceu várias considerações. Entende que 6,39€ por m2 é um preço abaixo do mercado e que apesar de estar no negócio para ganhar dinheiro este é de facto um bom contrato para a Câmara Municipal. Mas diz mais. Explica que na conjuntura actual é muito difícil conseguir junto dos bancos o financiamento para realizar a obra, facto que mais nenhum empresário conseguiu ou se mostrou interessado, que receia uma providência cautelar e, por fim, apelida de ‘mal formados’ os que estão contra este investimento.

Valores do negócio
Metro quadrado avaliado em: € 6,39
O edifício terá acima do solo : 7.559m2
Abaixo do solo: 2.160m2
Área: 18.000m
Lugares de estacionamento em cave: 350/400
Renda mensal: € 126.000.”

 Marco Freitas, Diário de Notícias – Madeira, 29 de Junho de 2009.

Edifícios partilhados é “obra à medida”

June 29th, 2009
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Foto DN.

 ”Excelente” para o promotor, “péssimo” para o município de Santa Cruz. Filipe Sousa diz que “a prorrogação do negócio do Edifício de Serviços Partilhados foi feita à medida de alguém”.

O dirigente do grupo de cidadãos eleitores ‘Juntos pelo Povo’ (JPP) estranha o ‘timing’ do negócio, depois de a Câmara “ter dito, ao longo dos últimos meses, que não podia cumprir o manifesto eleitoral”, em consequência da actual conjuntura económica.

Num cenário de crise, critica Filipe Sousa, a população espera medidas de abaixamento dos impostos e de apoio às famílias carenciadas mas, ao invés, a autarquia opta por um negócio que “vai onerar os executivos camarários seguintes”.

A JPP diz ainda que “o contrato aprovado na última quarta-feira” vai prejudicar o investimento público, na medida em que vai custar ao município 1,5 milhões de euros. “São cerca de 126 mil euros em encargos mensais para a câmara”, acusa Filipe Sousa.

O dirigente do grupo ‘Juntos pelo Povo’ promoveu, ontem, uma jornada de contactos com a população santa-cruzense. Sousa quer que o investimento ‘Edifício de Serviços Partilhados’ seja debatido na próxima reunião da Assembleia Municipal de Santa Cruz e pede a população para que participe.”

Patrícia Gaspar, in DN, ed. de 28-6-2009.

“O Caniço continua à espera…”

June 26th, 2009
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Foto DR.

“Em tempos, li algures um caso que me despertou alguma curiosidade.O ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá, Lloyd Axworthy, fez uma rápida visita a Cuba com objectivo expresso de discutir a questão e pedir a libertação dos prisioneiros políticos da ilha. Assim que se cumprimentaram,Fidel Castro perguntou: « Você tem um jardim? » Axworthy respondeu, surprendido: «Sim, tenho».«Bom!», aprovou Castro. E iniciou de seguida uma longa conversa sobre jardinagem, vegetais cultivados em casa e o prazer de sujar as mãos de terra.Quando, finalmente, o governante Canadiano conseguiu voltar ao assunto … Fidel deu por encerrado o encontro.

Serve este artigo de opinião, para abordar uma «receita política», sobejamente conhecida por todos nós e utilizada- infelizmente -pela maioria dos políticos da nossa terra antes das eleições: Fugir ao assunto, desconversar ,não cumprir, enfim, não discutir o que se prometeu ao povo. Estava previsto para inícios de Março ( ver JM, 5 FEV. 2009 )discutir os dois Planos de Urbanização para a Cidade do Caniço: O Plano do Portinho e o Plano da Vargem. Volvidos 3 meses …nunca mais se falou no assunto. A questão que se impôem no imediato é a seguinte: Para quando a discussão dos Planos de Urbanização, aqui no Caniço, na presença da população? O Caniço continua à espera. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, mostre os desenhos, as plantas, as maquetas, os relatórios, que já está na posse da autarquia. Combine com a população do Caniço um local ( o Pavilhão por exemplo ) para divulgar aquilo que encomendou a um gabinete de Arquitectura e Urbanismo. Diga à população do concelho e em particular a do Caniço que a vontade da autarquia ; é CEDER, VENDER, ALIENAR… o que resta da orla costeira aos privados.Sim , para quem não sabe ,a enseada ( antigo arsenal ) do Portinho é cobiçada por vários promotores hoteleiros.E o povo do Caniço estará interessado em ceder o que resta? Basta de fugir ao assunto, queremos a discussão do PLANO DE URBANIZACÃO DO PORTINHO antes das eleições autárquicas.E o PLANO DE URBANIZAÇÃO DA VARGEM, será que aquele «mamarracho », aquele «embuste », na margem Oeste do Vale da Ribeira do Caniço, próximo do edifício do Cruzado Canicense, licenciado pela autarquia faz parte da tal requalificação, semelhante do já construído parque de Água de Pena ? Já agora, o que se passa com aquela via rodoviária alternativa no mesmo local? Porquê parou a obra? Sr. presidente,chegou a hora…não «desconverse»,não utilize a técnica vetusta do Fidel, diga olhos nos olhos quais são as suas ideias, as soluções , as alternativas para o Caniço? Olhe, que o POVO ESTÁ ATENTO ! PS.Esperamos todos nós que as críticas do «Relatório de Avaliação da Execução do PDM de Santa Cruz», noticiado recentemente ( DN. 22 Jun.2009), tenha servido de lição!…”

Carlos Costa – Diário de Notícias, 24 de Junho de 2009.

Movimento Juntos pelo Povo

May 27th, 2009
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Foto Miguel Nunes (MN)

 ”É muito provável que o POVO tenha razão, quando afirma com alguma frustração que: « o actual Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, NÃO TEM JEITO NENHUM, para estar à frente de uma autarquia com a dimensão de Santa Cruz ». Ora, se assim é, a solução é simples: MUDE-SE JÁ  !

O POVO na sua sabedoria genuína nunca se engana. Nunca esqueçam !

Na verdade governar é decidir, é apresentar ideias e políticas credivéis com a finalidade de resolver os reais problemas das populações. Aliás, subscrevo na integra aquilo que a líder da JSD, Vânia Jesus, afirmava em entrevista no JM,11 de Maio, ao criticar  que apenas: «…aceita ideias e políticas alternativas, não pode é concordar com aqueles que fazem o ruído e não apresentam ideias.»

Ora cá está, nada mais certo. Aplica-se  perfeitamente a esta vereação santacrusense, o «RUÍDO É ENSURDECEDOR»! Não se consegue ouvir, nem tão pouco se vê NADA. NADA de IDEIAS, NADA  de POLÍTICAS ALTERNATIVAS, Ou melhor vê-se, vê-se é POLUÍÇAO VISUAL  na freguesia do Caniço.Esta linda freguesia foi pura e simplesmente abandonada.Está como diz o POVO,: «…ao Deus dará! ».Ou seja,não existem regras no planeamento e no ordenamento do território, na construção imobiliária a volumetria é do tipo : « quanto mais alto e feio melhor…», os caminhos não tem passeios seguros e estão sem manutenção à meses , os afastamentos entre os edifícios e a via pública não existem, a tipologia  é medonha, licencia-se por exemplo estabelecimentos nocturnos em zonas residenciais REBENTANDO por completo a qualidade de vida daquelas zonas; para não falar dos valores exagerados do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), das acessibilidades  precárias, da falta de espaço para estacionar, da atrofia do trânsito no centro em horas de ponta, da inexistência de espaços verdes e de lazer etc, etc…

E as outras freguesias, estarão melhores? Não creio!!! Semana passada visitei a Camacha, a desolação foi idêntica, a Feira Popular do Santo da Serra é uma lástima ! Em Gaula com as eleições intercalares prometeu-se « o céu na terra »e não se vê… NADA ! na sede do concelho com a alienação do antigo campo de futebol as populações perderam um ESPAÇO PÚBLICO de excelência. Esta é «a verdade nua e crua».Por isso, chegou o momento de acabar com o« ESTADO A QUE ISTO CHEGOU! »

O Movimento de cidadãos -JUNTOS PELO POVO, é a alternativa certa!!!!!

Constituída por gente simples, honesta, competente e trabalhadora é, claramente a solução desejada para dar a volta a isto nas próximas eleições autárquicas.

Não tenham dúvidas, o movimento -JUNTOS PELO POVO : Não cederá aos «jogos de interesses» venham eles de onde vierem, resistirá  aos lóbis e aos especuladores imobiliários, reformará a máquina autarquica, lançará uma política ambiciosa de obras públicas, reestruturará os departamentos sem eficácia dando-lhes vitalidade com ideias novas e garantirá na resolução de todos os problemas uma capacidade de decisão e acção.

Juntos não deveremos deixar passar esta oportunidade que poderá ser única. Mudar já,o movimento de cidadãos -JUNTOS PELO POVO, é a melhor solução ! “

Carlos Costa, Diário de Notícias – Madeira, 27 de Maio de 2009.

As suas sugestões.

May 4th, 2009

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A partir do dia 17 de Maio de 2009, poderá deixar aqui as suas sugestões para o Concelho de Santa Cruz.

Participe. Faça da Sua proposta,a  sua Cidadania.

Caniço.

April 26th, 2009

 

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 O Grupo de Cidadãos Eleitores “Juntos Pelo Povo” promoveu, hoje, Domingo, dia 26 de Abril de 2009, na Freguesia do Caniço, uma acção de contacto com a população, tendo por objectivo discutir a problemática do urbanismo e apresentar ideias e soluções para a qualidade de vida e o lazer da população.

Divulgação do movimento.

April 19th, 2009
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Foto ES.

 

Aconteceu, hoje, na Freguesia de Gaula a acção de promoção do movimento de cidadãos “Juntos Pelo Povo”.

Seguir-se-ão novas abordagens.