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33 movimentos independentes vão a votos nas autárquicas

August 31st, 2009

“A maioria dos 33 movimentos independentes a votos nas autárquicas é encabeçada por figuras que noutros sufrágios candidataram-se filiadas num partido, gerando dessa forma dois tipos de movimentos independentes a votos. Actualmente existem sete câmaras municipais lideradas por autarcas eleitos no último sufrágio através de candidaturas independentes. Isaltino Morais (Oeiras), Fátima Felgueiras (Felgueiras) e Valentim Loureiro (Gondomar) são alguns dos nomes mais mediáticos, todos ex-autarcas por partidos políticos e recandidatos nas eleições deste ano.

No fundo, são candidatos que se apresentam como “independentes”, na medida em que já não têm o suporte de uma máquina partidária, mas têm um passado político bem identificado. Para o politólogo Carlos Jalali, existem dois tipos de movimentos independentes a sufrágio, os “verdadeiramente independentes”, compostos por pessoas “sem filiação partidária no passado”, e um segundo tipo, encabeçado por figuras, “umas mais mediáticas que outras”, outrora ligadas a aparelhos políticos.

Alfredo Barroso, autarca de Redondo, no distrito de Évora, dirige o município desde 1983, primeiro pela CDU, mas depois, em 2005, foi reeleito pelo Movimento Independente do Concelho de Redondo (MICRE), depois do PCP lhe ter retirado confiança política. Recandidato nas autárquicas deste ano, Alfredo Barroso sublinha que a sua candidatura surgiu “de baixo para cima”, incentivado pelos habitantes locais, situação, reconhece, “que poderá não ser a mais comum” nos movimentos independentes a votos por todo o país. O autarca refere que o seu abandono do PCP permitiu-lhe defender “apenas o mais importante para o concelho”, reconhecendo que, por vezes, existiram “estratégias partidárias superiores” na sua governação enquanto eleito pelos comunistas.

De acordo com a lei eleitoral em vigor, as listas para a eleição dos órgãos das autarquias locais podem ser apresentadas por três entidades proponentes: “partidos políticos, coligações de partidos políticos constituídas para fins eleitorais e grupos de cidadãos eleitores”.

Em Mourão, também no distrito de Évora, o funcionário público Manuel Rosado lidera o movimento Cidadãos Independentes pelo Concelho de Mourão (CICM), que tentará ganhar a Câmara ao socialista José Santinha Lopes. Manuel Rosado, que nunca antes concorreu a cargos autárquicos, definiu como “fundamental” a existência de movimentos como o CICM, constituídos por pessoas “da terra, para pessoas da terra”.

Já no município de Santa Cruz, na Madeira, Filipe Sousa, cabeça-de-lista do movimento “Juntos Pelo Povo”, único de cariz independente a votos na região autónoma, defende que candidaturas independentes, “logo com maior liberdade do que as partidárias”, constituem a “essência” do “verdadeiro” poder local. Filipe Sousa, antigo presidente de uma junta de freguesia local, expulso do PS/M por divergências com a actual direcção, refere ainda que os autarcas do poder local “têm de esquecer os interesses partidários” e “quando tal não sucede”, adverte, “quem perde são os cidadãos”.

Amadora, Figueira da Foz, Alandroal, Valongo, Beja, Faro, Marinha Grande, Matosinhos, Coruche e Tomar são outros exemplos de concelhos com movimentos independentes a votos nas eleições autárquicas deste ano, a decorrer a 11 de Outubro.

Mulheres triplicam

O número de mulheres eleitas para as autarquias triplicou nos últimos 30 anos, havendo actualmente 20 presidentes de Câmara em 308 concelhos do país, que se recandidatam às próximas autárquicas entre mais de uma centena de candidatas. Em 308 Câmaras só 20 são presididas por mulheres – sete PSD e duas coligações PSD/CDS-PP, cinco PS, quatro CDU, uma BE e uma independente. Setúbal é o distrito com mais autarcas do sexo feminino.

A 11 de Outubro vão candidatar-se 120 mulheres a presidentes de Câmara, entre elas as 20 actuais dos concelhos de Vila de Rei (PSD), Vila Velha de Ródão (PS), Miranda do Corvo (PSD/PP), Silves (PSD), Leiria (PSD), Odivelas (PS), Vila Franca de Xira (PS), Nisa (CDU), Felgueiras (independente), Salvaterra de Magos (BE), Almada (CDU), Montijo (PS), Palmela (CDU), Caminha (PSD), Castro Daire (PSD), Nelas (PSD/PP), Lajes do Pico (PSD), Ponta Delgada, Vila do Porto (PS) e Setúbal (CDU).

167 mil boletins enviados para os emigrantes

Cerca de 167 mil boletins de voto para as eleições legislativas começam terça-feira a ser enviados para os emigrantes portugueses, num processo que dura 50 dias e no qual os boletins não reclamados superam, em regra, os votos. Segundo a Direcção-Geral da Administração Interna (DGAI), a partir de terça-feira serão enviados 72.527 boletins de voto para os emigrantes na Europa e 94.471 para Fora da Europa, que votam por carta para as legislativas de 27 de Setembro.

Os emigrantes votam por correspondência para as eleições legislativas e participam presencialmente nos escrutínios para o Presidente da República, Parlamento Europeu, e Conselho das Comunidades Portuguesas. Não votam nas autárquicas. A votação por correspondência arranca entre 30 e 40 dias antes da data das eleições, quando a área eleitoral da DGAI começa a enviar por correio os boletins de voto, e termina 10 dias depois com o apuramento dos votos. Além do boletim de voto, são enviados em carta registada um envelope branco endereçado aos serviços da DGAI, um subscrito verde para inserir o boletim e uma folha de instruções, devendo os eleitores remeter com o voto uma fotocópia do cartão de eleitor.

Nas últimas eleições legislativas (2005), em que votaram cerca de 36 mil dos 148 mil emigrantes inscritos, foram gastos no processo mais de 470 mil euros, segundo a DGAI. Os mesmos dados revelam que, nestas eleições foram devolvidos 40.186 boletins, 19.774 dos quais pela segunda vez, maioritariamente por não terem sido reclamados ou por o destinatário já não habitar no endereço indicado. Depois de duas devoluções consecutivas, o envio de boletins é suspenso, mas os emigrantes continuam a poder votar nas eleições em que o escrutínio é presencial.”

in DN – ed. de 31.8.2009.

Duas Notas.

August 4th, 2009
p1011061novonet“Afinação: Terminou, hoje, dia 2 de Agosto de 2009, o processo de contagem final das declarações de propositura do grupo de cidadãos “Juntos Pelo Povo”, destinado à candidatura à Câmara Municipal de Santa Cruz e aos restantes órgãos autárquicos daquele concelho. Os resultados são altamente animadores e como se suspeitava ultrapassam a estimativa inicial. O objectivo seguinte é chegar às 3.000 assinaturas (três mil). Por isso, apelo a todos os cidadãos do Concelho de Santa Cruz – independentemente de se identificarem ou não com os ideais do movimento – que colaborem connosco neste projecto. O primeiro objectivo está alcançado. Mas queremos imprimir, com este novo número, um novo registo na história da nossa democracia. A participação dos cidadãos é fundamental e como é óbvio não compromete outras ligações.

Desafinação: O candidato do MPT à autarquia santa-cruzense teceu, na semana passada, uma série de considerações acerca do movimento “Juntos Pelo Povo”. Se não fosse público e notório os excessos linguísticos do colega em relação, sobretudo, às pessoas que o rodeiam dificilmente compreenderia a sua nova aptidão para fazer futurologia política. Ora, o que se tem visto, é evidente e nitidamente perceptíveis: no seguimento daquilo que se viu de alguns socialistas de Santa Cruz há pouco tempo, o colega do MPT descasca em pessoas, só vê defeitos pessoais, e numa altura em que se poderia ouvir o projecto daquele partido para Santa Cruz; nada. Passa-se a “vida” a criticar pessoas e não se discutem ideias e projectos. Uma coisa é certa. Ao falarem de nós – independentemente das razões (pessoais, materiais ou, quiçá, verdadeiramente humanas) – é sinal que algo está a mudar ou a incomodar.

Para complemento e outro ponto de vista, leia o esclarecimento do mandatário político Carlos Costa, em: http://juntospelopovo.com.”

Élvio Duarte Martins Sousa, in DN – ed.  4-8-2009 | foto: C.C.

Esclarecimento.

August 2nd, 2009

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Em reacção as declarações do Sr. Jaime Silva, do MPT, do Diário de Notícias de 29 de Julho de  2009, o Movimento «JUNTOS PELO POVO» tem a emitir o seguinte comunicado:

“1 – O Movimento JPP, é um movimento de centenas de cidadãos LIVRES, que seguem os seus líderes – de todas as freguesias de Santa Cruz – pela liberdade de expressão,pelas ideias e pela democracia participativa.

2-Não existe nenhum ACORDO nem nenhuma ALIANÇA, com qualquer partido político. Aquilo que o JPP tem conhecimento e temos detectado no dia a dia é um apoio maciço e aglutinador das populações em todas as freguesias. Agora se algum partido ,prescinde de apresentar candidatura e nos apoia indirectamente aconselhando os seus militantes a VOTAR  no MOVIMENTO «JUNTOS PELO POVO» é da sua livre e expontânea vontade.

3-Não é VERDADE, quando o responsável do MPT afirma: «…que o movimento JPP, se está a servir de alguns partidos,(…) que é uma contradição”, etc,etc…São FALACIOSAS e  VERGONHOSAS as declarações proferidas pelo Sr. Jaime .Silva. A técnica já é conhecida pelo POVO, pelos vistos ,o seu objectivo nestas eleições autárquicas é tão simples quanto isto: dividir, confundir, caluniar, lucrar…(e vice-versa).O que o Sr.Jaime Silva, como candidato, deveria era preocupar-se  com a qualidade de vida do concelho e pedir contas públicas ao Sr. presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, que em quatro anos não cumpriu aquilo que prometeu ao POVO, e deixar-se de bacoquices”

Carlos Costa,  mandatário político do JPP.

Aviso à “navegação”

July 5th, 2009

O PS de Santa Cruz, através do candidato à assembleia municipal Gil França, veio a público tecer considerações acerca do grupo de cidadãos “Juntos Pelo Povo (JPP), que prepara a candidatura às autárquicas por Santa Cruz. Na linha daquilo que foi dito pelo mandatário Carlos Costa, gostaria de sublinhar o seguinte:

1. O PS de Santa Cruz, tal como aconteceu em Gaula, vem agarrado à figura do Filipe Sousa, fazendo crer que o movimento Juntos Pelo Povo é uma opção unilateralista e individual. Estão enganados: o JPP é um movimento de centenas de cidadãos livres de Santa Cruz, que seguem os seus líderes, pela credibilidade, liberdade e garantia de expressão com objectivos certos.

2. O candidato do PS, pelo que se vê ao falar da esquerda, acha-se dono e senhor dessa facção esquecendo, porém, que o JPP não é faccionista, não discrimina a esquerda ou direita e garante a legítima oportunidade de voz aos cidadãos de Santa Cruz.

3. O comportamento do PS, em Santa Cruz e em Gaula – como se viu no comentário e na conduta ao escrutínio transacto – foi vergonhoso e indigno do estar em democracia. Não esqueçamos, e isso é claro, que o seu objectivo foi, cite-se “derrotar os traidores”. Pelo que se vê e por aquilo que se lê do comentário de Gil França, a coisa parece ir pelo mesmo diapasão, não se ouvindo um único objectivo estratégico para o Concelho de Santa Cruz.

4. Uma advertência final. O JPP não vai permitir que o PS faça com os cidadãos de Santa Cruz aquilo que fizeram aos gauleses. O movimento cresceu, está cada vez mais consistente, não vive à sombra da garantia do tacho prévio para a assembleia da república – como se vê, às claras, com o candidato a candidato socialista – e, mais importante, não vale por um: vale por todos.

 Élvio Duarte Martins Sousa, Diário Cidade, 6 de Julho de 2009.

Câmara de Santa Cruz aprova negócio milionário

June 29th, 2009
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Manchete do DN.

“É o negócio do século em Santa Cruz e foi aprovado na passada quarta-feira pela maioria social-democrata desta autarquia e ainda pelo vereador independente Arlindo Freitas.

Este negócio milionário implica o aluguer de um ‘Edifício de Serviços Partilhados’, vulgo Loja do Cidadão, no espaço da ‘Quinta da Escuna’, durante 30 anos, pela Câmara Municipal de Santa Cruz, ao empresário Ricardo Nóbrega – o único que apresentou uma proposta à oferta pública lançada por esta autarquia a 17 de Março.

As contas são simples de fazer: durante os 30 anos (360 meses) em que irá durar o contrato de aluguer dos espaços requisitados, com um valor mensal de 126 mil euros (sem inflação), o empresário irá arrecadar 45 milhões e 360 mil euros.

O próprio Ricardo Nóbrega assumiu numa reunião extraordinária realizada na passada segunda-feira, que a construção deste edifício irá custar sensivelmente cinco milhões de euros. Ora, somando este valor ao do custo da aquisição da Quinta da Escuna, 1 milhão 250 mil euros, o empresário fará um investimento na casa dos 6 milhões e 250 mil euros.

Com uma renda anual de 1 milhão 512 mil euros, em apenas quatro anos o empresário consegue abater o valor do investimento feito, sendo que a partir dessa altura e nos outros 24 anos seguintes, arrecadará perto de 39 milhões de euros (mais de seis vezes o valor investido).

No entanto, uma cláusula do contrato estabelece que o edifício poderá reverter para a autarquia ao fim de apenas 17 anos, altura em que o empresário já terá facturado cerca de 25 milhões e 704 mil euros – esta é uma situação que dependerá da evolução da taxa Euribor e de outros indicadores. A vantagem é que, a partir desta altura, a Câmara deixa de pagar e passa a receber o valor das rendas dos espaços ocupados. De qualquer forma, se a situação financeira do município melhorar, poderá proceder ao resgate da operação a qualquer momento.

Espaços a ocupar

O contrato aprovado na última reunião da Câmara de Santa Cruz, estabelece que esta é a entidade arrendatária deste edifício e está autorizada a subarrendar o espaço a várias entidades de cariz público com sede no concelho.

Durante a negociação, a Câmara apresentou um conjunto de entidades que já se comprometeram a integrar este edifício. Só três solicitaram a área em que estão interessadas: a Câmara pede um espaço de 1,150m2, o Tribunal solicitou uma área de 1,261m2 e a Direcção Regional da Administração da Justiça uma área de 420 m2.

As outras entidade referenciadas, a Junta de Freguesia, a Direcção Regional de Assuntos Fiscais, a Empresa de Electricidade da Madeira e alguns bancos, ainda não solicitaram qualquer espaço. Interessa lembrar também que até então a autarquia assume nunca ter recebido qualquer verba do Ministério da Justiça pelo espaço actualmente ocupado pelo Tribunal de Santa Cruz.

Contudo, antes da votação, o presidente da Câmara chegou a dizer que o acordo só será assinado com o empresário depois de todas entidades rubricarem um documento como estão interessadas nos espaços que ali serão disponibilizados. Só que, pelo ónus de ter aprovado o contrato (mesmo que a Câmara o venha a anular), o empresário poderá processar a autarquia por ter voltado atrás, depois de a proposta ter passado na reunião de vereadores.

Vários valores por definir

Se a autarquia conseguir que todas as entidades acima referidas se transfiram para o novo edifício de Serviços Partilhados, irá pagar apenas 26 mil euros por mês. O problema é se estas entidades não pagarem pelo espaço ocupado. Dessa forma, o dinheiro estará a sair directamente das contas da autarquia, que é a primeira e a principal arrendatária deste edifício.

Sem rodeios, José Alberto Gonçalves diz que a Câmara vai poupar dinheiro de renda, concentrando alguns serviços camarários neste edifício. O documento apresentado aos vereadores estipulava um cálculo mensal entre os 24 e os 26 mil euros por mês a ser pago pelo Tribunal; as restantes entidades públicas e privadas serão responsáveis no seu conjunto pelo pagamento de 27 mil euros e o estacionamento, “na modalidade de regime de concessão”, poderá gerar 40 mil euros, o que perfaz uma verba total de 93 mil euros por mês.

Dois vereadores contra o negócio

Votando contra, Filipe Sousa e Susana Freitas, apresentaram uma extensa declaração de voto. Nesta é defendido que, mesmo que a Câmara peça a propriedade do edifício ao fim de 17 anos, isso representa quatro vezes mais o valor do investimento, “o que configura, perante a actual conjuntura económica um mau negócio”.

Mas diz mais. “É para nós evidente que este contrato foi elaborado à medida de alguém, o qual consideramos ser, um excelente negócio para o promotor e um péssimo e ruinoso negócio para o município”.

“Contrato é transparente”

Apesar de José Alberto Gonçalves ter assumido várias vezes a transparência deste negócio, inclusivamente graças à apresentação de uma oferta pública, a verdade é que desde que Ricardo Nóbrega comprou a Quinta da Escuna à fundação social-democrata em 2007, que se falava deste negócio. Para o presidente, o negócio não poderia ser feito de outra forma, por culpa das limitações financeiras da Câmara. “O que pretendemos de facto é um melhor serviço para o munícipe, dentro do princípio de uma certa concertação e concentração de serviços. Estacionamento fácil, serviços coordenados, oferta de um auditório. A vantagem desta proposta é um promotor que ele próprio compromete-se a construir de raiz o edifício e apresentou-nos um preço abaixo do mercado”. Já a declaração de voto da Câmara, enumera 11 razões pelas quais decidiu aprovar este acordo. A maioria é explanada durante este artigo.

Sobre este investimento Ricardo Nóbrega teceu várias considerações. Entende que 6,39€ por m2 é um preço abaixo do mercado e que apesar de estar no negócio para ganhar dinheiro este é de facto um bom contrato para a Câmara Municipal. Mas diz mais. Explica que na conjuntura actual é muito difícil conseguir junto dos bancos o financiamento para realizar a obra, facto que mais nenhum empresário conseguiu ou se mostrou interessado, que receia uma providência cautelar e, por fim, apelida de ‘mal formados’ os que estão contra este investimento.

Valores do negócio
Metro quadrado avaliado em: € 6,39
O edifício terá acima do solo : 7.559m2
Abaixo do solo: 2.160m2
Área: 18.000m
Lugares de estacionamento em cave: 350/400
Renda mensal: € 126.000.”

 Marco Freitas, Diário de Notícias – Madeira, 29 de Junho de 2009.

Juntos Pelo Povo já recolhe assinaturas

June 23rd, 2009
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Foro A. Spínola.

“Movimento ainda não divulgou os candidatos por uma questão estratégica 

O movimento de cidadãos ‘Juntos Pelo Povo’ (JPP) já deu início ao processo de recolha de assinaturas em todo o concelho de Santa Cruz e tem, como objectivo, alcançar cerca de 4 mil propositores – este que é um requisito legal para que esteja legitimado a apresentar-se a todos os órgãos autárquicos (Câmara, Ass. Municipal e Ass. de Freguesia).

No entanto, este é um número que está a ser infeccionado pelo próprio movimento para evitar problemas com as assinaturas, uma vez que a Lei Eleitoral dos Órgãos das Autarquias Locais obriga a uma relação entre o número de eleitores e membros da Câmara Municipal – facto que define cerca de 1650 assinaturas e um número inferior para a Assembleia de Freguesia. Esta não é uma tarefa que não se afigura fácil para o movimento, pois significa a recolha das assinaturas até 55 dias antes da data que será escolhida pelo Presidente da República para as eleições, o que implica que as assinaturas terão de ser apresentadas, no máximo, até ao dia 19 do mês de Agosto.

O movimento começou a recolher as assinaturas há pouco mais de duas semanas, numa iniciativa encetada progressivamente nas cinco freguesias do concelho de Santa Cruz, com a estratégia a ser desenvolvida em estabelecimentos comerciais, como restaurantes e cafés. O líder do JPP, Filipe Sousa, explica que o processo decorre dentro do esperado. “O processo já decorre com alguma celeridade. Mas, não conseguimos contabilizar o número de assinaturas, pois esse é um processo que decorre simultaneamente por todo o concelho”.

Durante esta semana, Filipe Sousa diz que o movimento pretende fazer a apresentação oficial do processo de recolha de assinaturas por todo o concelho. Os ‘formulários’ ainda não têm definidos os nomes dos candidatos que acompanharão Filipe Sousa na candidatura à Câmara de Santa Cruz. Uma situação estratégica do movimento, que pretende adiar ao máximo a divulgação dos restantes membros da lista.

Movimento procura sede

Para além da recolha de assinaturas, o movimento está a negociar uma sede de campanha que em princípio deverá ficar sediada na cidade de Santa Cruz. Um processo sobre o qual Filipe Sousa admite que não tem sido fácil de solucionar. “Estamos a desenvolver esforços na procura de uma sede que fique num local central em Santa Cruz. No entanto, se não conseguirmos resolver essa situação, deveremos utilizar uma tenda móvel”.

 Marco Freitas, Diário de Notícias, Segunda-Feira, 22 de Junho de 2009.

É já amanhã…

May 22nd, 2009

convite-sabado

Élvio Sousa novamente candidato à Junta de Gaula

May 13th, 2009
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Foto Teresa Gonçalves, DN.

 ”Já era de prever. Élvio Sousa é o candidato do movimento ‘Juntos pelo Povo’ à autarquia de Gaula. O jovem arqueólogo acredita que a vitória de um projecto de oposição ao PSD será uma mais-valia para a freguesia.

Em fase de preparação do programa eleitoral, a candidatura ‘Juntos pelo Povo’ tem previsto para este mês a realização de um Fórum de debate subordinado ao tema: ‘Pensar, Reflectir e Agir’.

“Será uma espécie de ‘brain storm’, onde se pretende um forte envolvimento da plateia e durante o qual se procurará levantar propostas e ideias para aplicar no terreno”, explicou, ao DIÁRIO, Élvio Sousa.

A decorrer no concelho de Santa Cruz, o debate vai privilegiar temas como o urbanismo, o ambiente, a cultura e os direitos da cidadania.

O movimento de independentes espera um resultado diferente do alcançado no ano passado, quando não conseguiu ganhar a Junta de Gaula, exactamente com o mesmo cabeça-de-lista que vai apresentar este ano.”

Extracto da notícia assinada por Patrícia Gaspar e Élvio Passos, Diário de Notícias – Madeira, 11 de Maio de 2009.

Juntos Pelo Povo

May 11th, 2009

“A participação dos cidadãos na vida política de uma região, seja através dos partidos ou por intermédio de movimentos cívicos, representa um meio para o fortalecimento da democracia. Recentemente, na esteira do ensaio do grupo de cidadãos eleitores “Pelo Povo de Gaula”, que obteve um bom resultado nas eleições intercalares daquela freguesia, foi criado um novo movimento de cidadãos para o Concelho de Santa Cruz: Juntos Pelo Povo – JPP. Este projecto – que veio para ficar e para fortalecer a participação da cidadania na região – cresce pouco a pouco e dissemina-se em função do livre pensamento e da humildade democrática. Tenho a feliz sensação que, dentro de algum tempo, será um movimento mais expansivo, como horizontes de trabalho interventivo, reactivo e de alternativa.Há dias, um senhor autarca falava da pouca credibilidade do movimento. Para quem passou quatro anos a “arrumar a casa”, com as vantagens e os apoios resultantes da partidocracia, é certo que desconfie do dinamismo dos demais, sobretudo pela experiência amorfa de si-próprio. A maior parte das “torres” só caem pela debilidade dos seus alicerces. Por enquanto, as primeiras vigas estão acertadas. Além do betão, a “massa” é fortalecida com pedra basáltica regional, sem adicionantes nem conservantes, e os demais “inertes” não servem para fazer número e abanar a cabeça “que sim”.
Acompanhe o trajecto do grupo de cidadãos: http://juntospelopovo.com/

 Élvio Duarte Martins Sousa, Diário Cidade, 11 de Maio de 2009

Obra atrasada ‘decepciona’ população de Gaula

May 5th, 2009
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Foto DN. Em Gaula, a população não hesita em demonstrar o seu descontentamento face aos atrasos na obra prometida pela Junta do PSD.

 

“Líder da Junta garante que o seu programa vai ser cumprido até ao fim deste mandato 
Por uma diferença de 120 votos, o PSD deitou por terra a pretensão de a candidatura ‘Pelo Povo de Gaula’ (PPG) assumir, em Junho do ano passado, a liderança da Junta. As Autárquicas estão de regresso e com elas nova disputa pela vitória. Gaula promete ser um dos palcos eleitorais mais animados da Madeira.

Prestes a contemplar um ano de mandato, Gustavo Caires tem no atraso dos investimentos anunciados para Gaula um dos factores que mais críticas tem despontado no eleitorado e na oposição. O presidente da Junta de Freguesia diz perceber as expectativas ‘populares’, mas garante que as obras previstas no seu programa vão ser executadas até ao final deste mandato.

A encabeçar o descontentamento dos ‘gauleses’ estão as condições infra-estruturais do centro de saúde. “É uma obra que nos faz muita falta”, afirma Ivo Gouveia. Aos 23 anos, o jovem enfrenta uma situação de desemprego e confessa-se também desiludido com o PSD de Gaula. “É uma desilusão. Está muito pior do que no tempo do Filipe [Sousa]“, afirma.

Ao role de críticas, Ivo Gouveia acrescenta uma alegada falta de predisposição do actual líder da Junta para o contacto com a população. “O povo gosta mais do Filipe porque, ao contrário deste presidente, ele mistura-se com o povo”, critica o rapaz.

Dez anos mais velho do que Ivo Gouveia, José Silva não esconde a descrença que diz sentir relativamente aos políticos. “PS ou PSD é tudo a mesma coisa; o PSD daqui também prometeu tanta coisa e não fez nada”, critica o popular que elege o centro de saúde como a obra prioritária para Gaula. “A freguesia nem tem um centro digno de atrair visitantes, aqui é tudo estrada de cima a baixo”, queixa-se.

Depois do centro de saúde e de uma creche, também António Correia queixa-se das acessibilidades em Gaula. “O actual presidente prometeu estradas e um centro de saúde, mas agarrou os votos e meteu-se lá na Junta… nunca mais ninguém o viu“, ironiza o morador de Gaula, cujo voto para a Câmara de Santa Cruz será entregue, segundo faz questão de anunciar a Filipe Sousa.

Com nova designação, o que se espera do projecto agora denominado “Juntos Pelo Povo’ é que escolha Élvio Sousa para candidato à Junta de Freguesia. O arqueólogo junta-se às críticas populares, no que concerne ao não cumprimento das promessas eleitorais preconizadas pela tutela social-democrata. “Elevaram-se as expectativas, mas basta olhar para o terreno para constatar que pouco ou nada de fez”, vinca.

Élvio Sousa sobe o tom dos reparos a Gustavo Caires, a quem acusa de ter confundido o eleitorado sobre as competências da Junta. “Uma Junta não faz obra”, realça, discordando das teorias de que o seu opositor está em melhores condições para garantir investimento na freguesia. “Até que ponto uma Junta de outra cor não tem maior capacidade reivindicativa?”, questiona.

Para além das acessibilidades, entre elas a ligação entre os sítios do Povo e da Fonte e a estrada entre os sítios da Fazenda e da Achada, Élvio Sousa reclama a ampliação do centro de saúde. “O actual executivo prometeu avançar com as obras até ao Verão passado”, lembra.

Para Gaula, o jovem político continua a reivindicar uma creche, uma proposta que constou do último manifesto eleitoral do ‘Pelo Povo de Gaula’. “Fez parte do nosso programa não como obra da Junta, mas como obra de concertação”, esclarece Élvio Sousa.

Obras e creche estão a caminho

Na resposta às críticas do projecto ‘Juntos Pelo Povo’, Gustavo Caires é assertivo quando garante que os investimentos anunciados pelo PSD vão ser executados até ao final do mandato. “Os caminhos do Povo e da Fonte e da Achada serão executados pela Câmara até ao Verão e estão já em fase de concurso”, refere.

No que diz respeito ao centro de saúde, diz Gustavo Caires que o investimento está garantido e que será submetido o mais breve possível a concurso público. “Trata-se da ampliação do actual edifício para o dobro da área”, frisa.

Do prometido à população de Gaula, o social-democrata evoca acessos como o do Impasse de José Nóbrega em fase de conclusão. Gaula precisa de um infantário e Gustavo Caires acredita que o investimento vai concretizar-se. “Sei que existe interesse de privados para avançarem com o infantário”, declara, sem adiantar mais pormenores.

O autarca do PSD não fala sobre a sua continuidade na Junta de Gaula, mas de uma coisa não dúvida: “Nas próximas eleições, quem vai garantir a vitória é o PSD”.

Desemprego preocupa

A exemplo do que acontece um pouco por toda a Região, o número de pessoas em situação de desemprego tem vindo a agravar-se em Gaula.

Gustavo Caíres diz mesmo que a falta de emprego representa actualmente uma das maiores preocupações da Junta de Freguesia por si presidida. “As pessoas fazem-nos chegar as suas preocupações e temos encaminhado vários processos para o Instituto do Emprego”, adianta o autarca.

O desemprego em Gaula afecta maioritariamente os trabalhadores na área da construção civil, serviços, limpeza e hotelaria.

Proprietário de um estabelecimento comercial há várias décadas, Joaquim Abreu encara com alguma apreensão a actual conjuntura. “Está muita gente no desemprego e isso tem representado um problema para os comerciantes locais”, testemunha.

No caso do estabelecimento de Joaquim Correia, diz ainda o comerciante que o corte no consumo ascendeu aos 70% no último ano. “Em 60 anos nesta profissão nunca vivi tempos tão complicados”, assegura o gaulense.

Como avalia a acção da Junta de Freguesia?

Tânia Nobrega
“Não estou nada satisfeita. Prometeu muita coisa e não cumpriu. A maior desilusão, para mim, é o centro de saúde que ainda não foi construído”.

Joaquim Correia
“Há obras que foram anunciadas e que não foram construídas. É verdade que não há dinheiro para fazer obra, mas quem não pode fazer não promete.”

José Mota
“Estou satisfeito com este presidente e com o PSD. É verdade que há caminhos que não foram feitos, mas é preciso que ver que também não há dinheiro”.”

 
Patrícia Gaspar, in Diário de Notícias-Madeira, 5 de Maio de 2009.

Filipe de Sousa critica Câmara de Santa Cruz.

May 4th, 2009
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Foto DN.

 

“A revitalização do centro da Camacha foi o mote da jornada de trabalho dinamizada, ontem, pelo movimento ‘Juntos pelo Povo’.

Porta-voz da iniciativa, Filipe de Sousa não poupou nas críticas à Câmara Municipal de Santa Cruz e ao PSD, a quem acusou de não cumprir os compromissos assumidos durante a campanha para as eleições autárquicas de 2005.

No centro das críticas do ‘Movimento’, estão as obras para revitalização do centro da Camacha, uma promessa que, segundo Filipe Sousa, não passou de “um embuste com o único objectivo de enganar as pessoas a troco da vitória”.

Para o candidato do projecto ‘Juntos pelo Povo’, é importante que o eleitorado seja informado sobre as promessas não cumpridas pelo PSD, por forma a que nas próximas autárquicas não voltem a acreditar “em pessoas que não olham às carências da população”.

Filipe de Sousa evocou ainda a importância da revitalização centro da freguesia como um factor que poderia potenciar a rentabilidade do artesanato e do comercio tradicional, numa altura em que, referiu, a Camacha está a perder visitantes.”

 
Patrícia Gaspar, Diário de Notícias – Madeira,  04-05-2009

Os Outros e Si-Próprio

May 3rd, 2009

“Para colocar um ponto final da extensão da opinião, a última carta do Cidadão Juvenal Rodrigues – adiante com sigla CJR – esclarece e evidencia o enunciado escrito a 15/04/2009, designadamente: 1. O CJR não está contra o movimento de cidadãos. Afirma e reitera. Mas, lá insiste que enfraquece a dita “oposição”. Ora, se por um lado aceita, por outro, contraditoriamente, rejeita. A Constituição da República portuguesa, para não citar outros normativos, salienta: a participação dos cidadãos na vida política fortalece e enriquece a democracia.

2. É certo e sabido que a simpatia ou a militância partidária assombra e parcializa, por vezes, a visão dos demais. Há quem queira ver nos outros, as fraquezas de si-próprio e dos seus condescendentes – também aliados da partidocracia – onde o fracasso do que afirma ser a “oposição” não é nem mais nem menos do que uma singela “alternativa”.

3. Lida a receita, os ingredientes são, absolutamente, claros e evidentes. Procurar ver na cidadania dos outros a causa dos seus males e a razão da sua forma de ver o mundo (leia-se Região) é um sintoma de teorização e de carência de humildade.

4. Conclusão: é justo reconhecer que a cidadania e a participação política em movimentos de cidadãos incomodam muita gente. Curiosamente, aflige mais do que se pensa, sobretudo, de inclusos militantes, simpatizantes e adeptos do sistema político-partidário. Resta saber se não haverá mais vida para além dos partidos. Continuo a achar que sim.”
 
Diário de Notícias- Madeira, 17 de Abril de 2009

“Livre, liberto e descomprometido”

April 30th, 2009

“PS afasta Filipe Sousa 

 

É a conclusão já esperada para o processo disciplinar que o líder do PS-Madeira, João Carlos Gouveia, intentou contra Filipe Sousa (e outros três militantes socialistas) a 26 de Novembro de 2008 e que resulta na suspensão preventiva por um ano dos quatro envolvidos e no pedido à Comissão Nacional de Jurisdição para a expulsão definitiva dos mesmos. No entanto e de acordo com Filipe Sousa, esta decisão foi tomada sem que os ‘arguidos’ tivessem sido ouvidos, ao contrário do que obrigam os Estatutos Nacionais do PS.

O DIÁRIO contactou o líder socialista para o ouvir sobre o assunto, mas João Carlos Gouveia recusou-se a comentar, remetendo explicações para o presidente da Comissão Regional de Jurisdição, Eduardo Cova. Este, por sua vez, disse que não está autorizado a falar dos processos que acompanha. A verdade é que a Comissão Regional da Jurisdição está obrigada, pelos Estatutos, a ouvir os arguidos antes de tomar uma decisão, facto que o próprio acórdão refere que não aconteceu. “Quanto à obrigatoriedade de os arguidos serem ouvidos, sem o qual formalismo não pode ser aplicada qualquer sanção disciplinar (apesar de devidamente notificados para tal, os mesmos não compareceram à audição). No entanto, sabe-se que esta pode, nalguns casos, emitir um acto de não comparência dos arguidos e o processo segue os trâmites legais.

“Decisão já era esperada”

Ora, apesar de o resultado do processo disciplinar ser o esperado por Filipe Sousa (o mais mediático dos quatro ex-militantes socialistas), o mais importante do processo não está na expulsão em si, mas na forma como essa decorreu. Numa carta de resposta escrita ao líder do partido após a recepção do acórdão do PS, Sousa faz questão de mencionar que ao contrário do que este documento explica, nunca foi notificado para ser ouvido no âmbito do referido processo e estranha que tenha sido exarado um acórdão, “sem possibilidade de defesa do arguido (não deixa de ser surpreendente)”. Desvalorizando o resultado do acórdão, Sousa considera “que a instituição Partido Socialista mais não fez do que cumprir os seus estatutos”, afirmando mesmo que o “acórdão peca por tardio tendo em conta as evidências subjacentes ao processo em causa”. Posto isto, o independente faz uma leitura política aos factos que antecederam o anúncio da candidatura, onde se encontra uma declaração, no mínimo, polémica. “Ao contrário do pensamento de certos teóricos, imiscuídos na instituição PS, sempre defendi que a afirmação social e política de cada ser humano é construída com a verdade nas palavras e nos actos”, até porque entende, “o exercício da democracia não se esgota nos partidos”.

Na carta, em jeito de conclusão, Sousa lança um duro ataque à direcção do PS. “Julgo que V. Exa. depreenderá que por tudo o que se fez, disse e escreveu contra a minha pessoa, entendo que não posso continuar refém dum grupo de pessoas que interpreta mal os valores humanos daqueles que manifestaram e continuam a manifestar a sua total disponibilidade em servir a sua comunidade, livres de qualquer interesse político-partidário”.

Gouveia fala em “rude golpe”

O acórdão agora emitido resulta de um processo disciplinar deduzido pelo presidente do PS-Madeira, João Carlos Gouveia, contra quatro militantes socialistas (Filipe Sousa, Sérgio França, Miguel Correia Nunes e João Pantaleão), na sequência destes terem participado na lista do movimento ‘Pelo Povo de Gaula’ como candidatos aos órgãos autárquicos da freguesia de Gaula.

Apesar de apresentar vários comprovativos de que realmente Filipe Sousa faria parte do movimento ‘Pelo Povo de Gaula’ e de ter apresentado uma certidão do Tribunal de Santa Cruz, uma lista de militantes inscritos na secção de freguesia de Santa Cruz e outra na Secção de Freguesia de Gaula, João Carlos Gouveia não arrolou testemunhas ao processo.

Numa de várias cartas que o líder do PS Madeira enviou à Comissão Regional de Jurisdição este reforça a ideia de que o anúncio público, “pela voz de um militante socialista, Filipe Sousa, de que esse movimento participará em todas as Freguesias, Câmara e Assembleia Municipal no Concelho de Santa Cruz, nas próximas eleições autárquicas, configura também um rude golpe nas pretensões eleitorais do PS no referido concelho e, indirectamente, para toda a Região, nas Europeias e legislativas nacionais”.

 
Marco Freitas, Diário de Notícias, 27 ed Abril de 2009.

Apoio ou aliança: esclarecimento

April 23rd, 2009
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Foto LN.

No glossário do JPP existem duas palavras que têm o presente significado.

- O “apoio”, que pode representar a manifestação de ajuda e de concordância na acção de vencer uma dificuldade ou de atingir um determinado fim.

 - A “aliança”, substantivo que pressupõe um pacto prévio e um acordo de partes; segue pelo mesmo diapasão, mas envolve complexidades mútuas.

Neste caso, o grupo de cidadãos “Juntos Pelo Povo – JPP” não subscreve “alianças” para o presente “combate”.  Aceita “apoios”, em diálogo, em concertação e em concordância das partes.É assim que vai ser. É,assim, que será.

Serve este esclarecimento para pontuar as interrogações de todos aqueles que pretendem transformar pessoas em números, justapondo aos seus próximos lugares-comuns no interesse partidário ou numa conduta meramente calculista.

O JPP é um movimento livre que pensa por si-só e que não interage em função dos outros.

A coordenação
Élvio Duarte Martins Sousa

Citação.

April 20th, 2009

“Se há algo de novo e interessante que surgiu nos ùltimos tempos foi o Movimento de Cidadãos que começou em Gaula e que agora vai alargar-se a Santa Cruz.”

Paulo Martins, in Diário de Notícias, 20 de Abril de 2009.

O que disse o Diário Cidade:

April 20th, 2009
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Diário Cidade, 20 de Abril de 2009.

Divulgação do movimento.

April 19th, 2009
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Foto ES.

 

Aconteceu, hoje, na Freguesia de Gaula a acção de promoção do movimento de cidadãos “Juntos Pelo Povo”.

Seguir-se-ão novas abordagens.

“Cidadão, JR”

April 15th, 2009

“O cidadão Juvenal Rodrigues (CJR) ensaiou recentemente uma abordagem acerca da minha colaboração no movimento democrático e independente – Juntos Pelo Povo, JPP. O seguinte texto não é uma resposta à carta do cidadão JR. É, apenas, a exposição da constatação da forma como se pensa, como se mentaliza, como se age, quando a política é retratada da forma calculista e copiosa dos demais. Saliente-se, ainda, que o que se gasta em caracteres é o que, ainda, merece ser passado para a escrita. O resta consta do: http://juntospelopovo.com.

FUNDAMENTALISMO. No entendimento do cidadão JR, o reconhecimento público de amigos, de colegas e de pessoas, independentemente de terem ou não filiação partidária, tem que ter um interesse manifesto, um calculismo, uma segunda intenção. É uma forma e um comportamento típico do fundamentalismo partidário e de ver as acções dos outros pelo exemplo de si próprio, da sua forma de agir, de pensar, de escrever e de SER. Infelizmente, é uma conduta que reflecte alguns seres materiais do nosso tempo.

CALCULISMO. Para CJR parece que a materialização de um dado, em factos, justapõe um interesse e um objectivo, prévios. No caso em apreço, CRJ infere factos de dados públicos, justapondo-os de acordo com o seu interesse e a sua intenção, isto é, a sua bagagem pessoal e o seu background knowledge. Uma vez mais voltamos à teoria do EU e do indesmentível mimetismo: o homem é dos animais que mais imita a si-próprio.

EXPERIMENTALISMO. É interessante verificar o acto de ser citado em novos horizontes da participação da cidadania. Embora habituado a constatar tal acção no âmbito das publicações académicas e técnico-científicas, é justo verificar que há mais gente que lê e que transcreve o que se pensa. Não deixa de ser um registo para a memória futura. Um sintoma de que a relevância – de ser e de estar – também se mede pelo não-silêncio dos mais ou menos afortunados.”
 

Élvio Duarte Martins Sousa, Diário de Notícias – Madeira, 15 de Abril de 2009.

“Concelho está atrofiado”.

April 5th, 2009
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Foto DR, Diário de Notícias.

 ”Filipe Sousa garante que o PSD não cumpriu o seu programa eleitoral. “

“A candidatura independente à Câmara Municipal de Santa Cruz, denominada ‘Juntos pelo Povo’ e encabeçada por Filipe Sousa, pretende agitar as águas num concelho que “está completamente atrofiado” pela gestão do social-democrata José Alberto Gonçalves.

Na apresentação do movimento, que decorreu ontem à tarde, numa unidade hoteleira de Santa Cruz, o ex-socialista dirigiu baterias aos autarcas do PSD, que “estão acomodados e não são capazes de dinamizar a iniciativa privada ou avançar soluções para estimular a economia local e ajudar as famílias a recuperar a confiança perdida”. “As pessoas estão frustradas, pois 80 e tal por cento do programa eleitoral não foi concretizado e os impostos e taxas municipais (IMI, águas e taxas de licenciamento) aumentaram numa altura de crise”, referiu.

Face a este quadro, o movimento independente ‘Juntos pelo Povo’ propõe-se actuar em quatro frentes. Em primeiro lugar, introduzir uma gestão criteriosa na gestão corrente da Câmara Municipal de Santa Cruz, pois a edilidade gasta muitos milhares de euros sem controlo (como despesas de representação). Com maior rigor nesta área, Filipe Sousa espera ganhar ‘folga’ para baixar os impostos. O segundo eixo é uma nova geração de políticas e medidas sociais, como a redução do IRS concelhio, que nenhuma câmara aplica na Madeira. Por outro lado, a candidatura independente quer dinamizar a iniciativa privada, pois a Câmara de José Alberto Gonçalves demora em dar resposta às solicitações dos investidores. A quarta e última frente passa pelo potenciar do investimento público, sobretudo na área do Saneamento Básico.”

 
Texto de Miguel Fernandes Luís, Diário de Notícias – Madeira, 5 de Abril de 2009.

Juntos pelo povo” candidata-se em Santa Cruz.

April 5th, 2009
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Foto LN.

“Mobilizar os eleitores de Santa Cruz para uma participação cívica que permita a resolução dos problemas sociais dos munícipes, é o principal objectivo do projecto de cidadania movimento “Juntos Pelo Povo” (JPP), ontem apresentado.
Filipe Sousa é o principal rosto do movimento que no ano passado concorreu às eleições para a freguesia de Gaula e que este ano decidiu avançar na corrida autárquica ao concelho de Santa Cruz.
O movimento “Juntos Pelo Povo” considera que a autarquia santacruzense «retrocedeu no tempo», por ter agravado os impostos directos e indirectos, nomeadamente o IMI em 50 por cento, ficando distante da concretização do programa eleitoral proposto há quatro anos. O JPP propõe-se adoptar uma gestão criteriosa da despesa corrente, incentivar uma nova geração política social, baixar o IRS concelhio, dinamizar a iniciativa privada e incentivar o investimento público.  ”
 
Jornal da Madeira, 5 de Abril de 2009.

4 de Abril de 2009.

April 4th, 2009
 
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Foto: LN

Hoje, 4 de Abril de 2009, foi formalmente apresentado o Grupo de Cidadãos “Juntos Pelo Povo”.

Acompanhe, neste site, o início deste novo projecto de cidadania e de promoção da cultura democrática.

A Direcção

Apresentação.

April 3rd, 2009

O Grupo de Cidadãos Eleitores de Gaula apresenta-se publicamente amanhã, numa unidade hoteleira do concelho de Santa Cruz.

O grupo de independentes, liderado por Filipe Sousa, promete revelar este sábado o projecto que vai presidir à candidatura já assumida para as eleições autárquicas. A apresentação pública será o primeiro passo de um projecto que pretende fazer história ao concorrer a alguns órgãos autárquicos daquele concelho sem a bandeira de nenhum partido em particular. No entanto, tal como já aconteceu nas eleições intercalares de Junho do ano passado, é provável que o grupo de cidadãos tenha o apoio de algum partido da oposição.

Recorde-se que esta candidatura resulta das profundas divergências entre os socialistas de Santa Cruz. Depois da experiência em Gaula, agora surgem uma candidatura mais abrangente.”

Diário de Notícias- Madeira, 3 de Abril de 2009

Mensagem de abertura.

April 3rd, 2009
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Foto Miguel Nunes.

 

Hoje, mais do que nunca, é necessário agir e pensar global, no sentido de implementar novas politicas locais canalizadas para o combate aos graves problemas sociais e económicos que todos nós estamos confrontados.

Agir significa, assumidamente, estabelecer convicções e propósitos no sentido de desenvolver uma “nova geração de politicas locais”.

Por isso, cabe a todos nós um papel decisivo na dinamização de soluções para ajudar as famílias e as empresas a ultrapassar os problemas diários e assim depositarem confiança no futuro do nosso Concelho e também naqueles que os representam.

Foi com este espírito que este “grupo de cidadãos” nasceu de forma natural e espontânea, cuja maior pretensão é o de “virar a página” à forma como tem sido conduzido o exercício do poder local em Santa Cruz.
Filipe Sousa

4 de Abril de 2009

A Chegada…

March 30th, 2009

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