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Quem diz a verdade….

January 17th, 2010

 

Repete o povo sabedor de geração em geração: quem diz a verdade não merece castigo.
A revista Visão de 14 de Janeiro de 2010 trás um texto que merece uma séria reflexão. As cinco páginas do artigo referem-se à situação problemática da pobreza na Região Autónoma da Madeira.
Os entrevistados, os padres Manuel Martins, Marcos Pinto e Mário Tavares, debruçam-se sobre o flagelo social em nome da experiência e da sua vivência social. Os “novos pobres” assolam a nossa quotidianeidade. “Governar em tempo de vacas gordas será mais ou menos fácil, mas é nos momentos difíceis que se vê o que é um bom governo”, reiterou o Pároco Manuel Martins.
A pouca experiência que vou tendo no contacto diário com as populações ajudam a ver a “verdade” nas denúncias invocadas. No fundo, trata-se de relatar a realidade e de não silenciar aquilo que outros parceiros teimam em não difundir.
Vivemos tempos difíceis e os silêncios cúmplices escondem a teia de uma sociedade onde o “medo” de relatar a veracidade parece conviver com uma consciência do politicamente correcto. Na verdade, todos nós sabemos… Quem diz a verdade jamais merecerá o injustificável castigo.

Élvio Duarte Martins Sousa

Por Abril, sempre!

April 26th, 2009

“Madrugada de 25 de Abril de 1974, parada da escola Prática de Cavalaria, em Santarém: O Capitão Salgueiro Maia de forma serena mas firme, profere as seguintes palavras: “Há diversas modalidades de Estado: os estados socialistas, os estados corporativos e o estado a que isto chegou! Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos. De maneira que quem quiser, vem comigo para Lisboa e acabamos com isto. Quem é voluntário sai e forma. Quem não quiser vir não é obrigado e fica aqui”. As fontes históricas narram que todos os soldados formaram à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.

Passados que foram três décadas e meia, do 25 de Abril de 74, o grande objectivo: DESENVOLVER, está por realizar. Não esqueçamos que foi a Revolução que criou as condições imprescindíveis para se conseguir o pleno desenvolvimento económico e cultural da sociedade portuguesa. O que eu lamento é a indiferença histórica e a insensibilidade cultural, ao não comemorar nos lugares próprios este acontecimento tão importante, que em poucas palavras: restabeleceu as LIBERDADES INDIVIDUAIS a DEMOCRACIA e acabou com a GUERRA COLONIAL.

Então, não são motivos suficientes para se comemorar o DIA DA LIBERDADE na casa da democracia que é o Parlamento ???… o estado a que isto chegou ! O regime (sei lá o que chamam a isto…) “demo-auto-crático” aqui na Região Autónoma da Madeira, com estas (im)posições está a dar uma péssima imagem de tolerância às gerações jovens. O que dizer a um professor, por exemplo, que pede aos seus alunos que façam um trabalho teórico-prático sobre o 25 de Abril e… os alunos a dada altura questionam sobre o porquê da “não comemoração no Parlamento Regional”, QUE RESPOSTAS A DAR? Digam lá, Srs. deputados da maioria em representação do POVO??? Num regime de democracia representativa, O POVO É QUEM MAIS ORDENA! Nunca esqueçam!!!

Tal como afirmava Salgueiro Maia, “…vamos acabar com o estado a que chegámos” para que possamos sentir com entusiasmo o 25 de Abril, as memórias desse dia glorioso que representou uma mudança decisiva na História de Portugal e abriu caminho a mudanças muito profundas na vida dos portugueses.

O escritor alemão Bertold Brecht, dizia: “Há homens que lutam um dia e são bons. Há outros que lutam um ano e são melhores. Há outros, ainda, que lutam muitos anos e são muito bons. Há, porém, os que lutam toda a vida, estes são imprescindíveis”.

Salgueiro Maia, foi um desses homens.

Por Abril, SEMPRE !…”

Carlos CostaDiário de Notícias – Madeira, Funchal, 24 de Abril de 2009.

Mensagem de abertura.

April 3rd, 2009
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Foto Miguel Nunes.

 

Hoje, mais do que nunca, é necessário agir e pensar global, no sentido de implementar novas politicas locais canalizadas para o combate aos graves problemas sociais e económicos que todos nós estamos confrontados.

Agir significa, assumidamente, estabelecer convicções e propósitos no sentido de desenvolver uma “nova geração de politicas locais”.

Por isso, cabe a todos nós um papel decisivo na dinamização de soluções para ajudar as famílias e as empresas a ultrapassar os problemas diários e assim depositarem confiança no futuro do nosso Concelho e também naqueles que os representam.

Foi com este espírito que este “grupo de cidadãos” nasceu de forma natural e espontânea, cuja maior pretensão é o de “virar a página” à forma como tem sido conduzido o exercício do poder local em Santa Cruz.
Filipe Sousa

4 de Abril de 2009